Europa: Bolsas sobem com pequeno alívio no petróleo e de olho no Fed
Após três sessões consecutivas de perdas, as principais bolsas europeias apresentaram recuperação nesta 2ª feira, em linha com NY.
Os investidores globais refazem as contas e ajustam apostas em relação à guerra no Oriente Médio.
A operação militar conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã entrou na terceira semana e mantém o preço do petróleo próximo de US$ 100 o barril, embora com tendência de queda no pregão de hoje.
O foco principal de atenção segue no Estreito de Ormuz e, há pouco, Trump afirmou em coletiva que alguns países não estão entusiasmados em ajudar a reabrir a região.
Mais cedo, voltou a repetir o discurso de que a ação no Irão terminará em breve.
Na frente macroeconômica, a semana é marcada por decisões importantes de política monetária, com reunião do Fed na quarta (18/03).
O mercado espera a manutenção dos juros diante de pressões inflacionárias.
No fechamento: Londres +0,55%; Frankfurt +0,50%; Paris +0,31%; e Stoxx 600 +0,45%, aos 598,53 pontos.
Varejistas ficam entre as maiores altas com recuo dos DIs
Os papéis das ações do setor de varejo estão entre as maiores altas do Ibovespa neste início de tarde, em que os juros futuros operam em queda de mais de 1,10%.
O setor sofreu fortes perdas na semana passada. Azzas 2154 avança 3,82% (R$ 28,57) e Magazine Luiza sobe 3,64% (R$ 9,68).
Lojas Renner tem alta de 1% (R$ 15,21); Natura registra ganho de 1,04% (R$ 8,75) e C&A: .2,52% (R$ 11,40).
Giro das 12h: Ibovespa avança com a queda do petróleo aliviando os temores de inflação
O Ibovespa sobe a 179,937,19 (+1,29%), após máxima de 181.254,85, em sessão de recuperação generalizada do mercado global
Isso acontece apesar da persistência da incerteza sobre o fim do conflito EUA-Israel-Irã. Teerã nega alegações de que busca um cessar-fogo.
O petróleo cai (Brent -1,43%), interrompendo sequência de três dias de ganhos.
Alguns petroleiros cruzaram o Estreito de Ormuz no fim de semana, reduzindo preocupações com o choque de energia e a inflação, às vésperas de uma bateria de decisões de juros.
O Fed deve manter as taxas estáveis e, aqui, a dúvida é sobre a magnitude do corte da Selic. Avaliação dos formuladores sobre o cenário estão no radar.
Os bancos se beneficiam da queda dos juros (Itaú +1,5%; Bradesco PN +0,68%), enquanto Vale (+1,5%) e Petrobras (cerca de 2%) driblam a queda nas commodities.
Em NY, as bolsas saem das mínimas de quase quatro meses.
Dow Jones sobe 0,59%; o S&P 500 avança 0,81% e o Nasdaq tem alta de 1,09%.
A baixa nos rendimentos apoia também as techs, em semana de balanços de Nvidia (+1,74%) e Micron (+4,73%).
O DXY cai 0,42% (99,945) e aqui a moeda perde 0,76% (R$ 5,2761).