Ouro fecha em queda com horizonte de manutenção de juros pelo Fed

O ouro caiu novamente nesta 2ªF, pela quarta sessão consecutiva, com o temor de que a inflação decorrente da guerra no Irã possa manter os juros altos por mais tempo superando o suporte de um dólar mais fraco e da demanda por ativos seguros.

Há pouco, a moeda americana recuava frente a pares (DXY -0,70%).

Quarta (18) tem reunião do Fed e a expectativa é de manutenção das taxas.

O petróleo negocia em queda hoje, em meio a esforços globais para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, que permanece fechado em grande parte.

Em coletiva agora à tarde, Trump afirmou que seu secretário de Estado, Marco Rubio, pode anunciar uma possível coalizão para reabrir a passagem.

O contrato do metal precioso para abril fechou em baixa de 1,18% na Comex, cotado a US$ 5.002,20 por onça-troy.

Giro das 15h: Bolsas sobem com alívio no petróleo; intervenção do Tesouro derruba juros futuros

As bolsas norte-americanas (Dow Jones + 0,77%; S&P500 +0,98%; Nasdaq +1,25%) seguem em alta na tarde desta 2ª feira.

Elas são embaladas pelo alívio nos preços do petróleo (Brent/maio -2,15%, a US$ 100,92; WTI/abril -4,56%; a US$ 94,21).

O recuo da commodity acontece diante da possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz e de sinalizações da AIE, de que pode liberar mais reservas estratégicas se for necessário.

Por aqui, o Ibovespa avança 1,46%, aos 180.240 pontos, embalado pela melhora externa e também pela queima de prêmios nos juros futuros (DI Jan/27 a 14,115%; Jan/33 a 13,935%).

Isso aconteceu após o Tesouro realizar leilão de recompra de papéis prefixados para dar mais liquidez ao mercado em um momento de estresse, a poucos dias do Copom.

O dólar à vista (-1,08%, a R$ 5,2588) também devolve ganhos recentes, acompanhando o alívio da moeda norte-americana lá fora (DXY -0,48%, aos 99,881 pontos).

Embraer sobe quase 6% e lidera os ganhos do Ibovespa

As ações da Embraer sobem 5,97%, negociadas a R$ 78,27, o melhor resultado do Ibovespa neste momento.

Os papéis da fabricante de aeronaves acumulam baixa de mais de 15% no mês.

A recente queda das ações abriu oportunidade de compra, na avaliação do Itaú BBA, e segue como uma das principais escolhas do banco.

Para analistas do BBA, houve uma reação negativa ao aumento da aversão ao risco global em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio.

Episódio reacendeu os temores de desaceleração do ciclo da aviação.

Além disso, o guidance da companhia para 2026, abaixo do esperado, reforçou a percepção de que seu melhor momento há teria passado.