Giro das 15h: Bolsas recuam e petróleo dispara com impasse sobre Ormuz
As bolsas seguem no vermelho em NY (Dow Jones -0,61%; S&P500 -0,15%; Nasdaq -0,26%), enquanto o mercado aguarda a decisão do Fed, dentro de poucos minutos.
O clima de impasse na guerra no Oriente Médio e a expectativa sobre os balanços de big techs após o fechamento deixam os investidores na defensiva.
Já o petróleo para junho sobe mais de 7% (Brent/junho +7,27%, a US$ 119,35; WTI/junho +7,09%, a US$ 107,02).
Trump sinalizou que pode manter o bloqueio aos portos iranianos por tempo indeterminado.
Por aqui, o Ibovespa acentuou as perdas nos últimos minutos (-1,55%, aos 185.697 pontos), enquanto os juros futuros renovam máximas (DI Jan/27 a 14,195%; Jan/29 a 13,840%; Jan/33 a 13,870%).
Isso acontece após a divulgação dos números do Caged de março (+228,2 mil) acima do esperado (+156 mil), mostrando um mercado de trabalho resiliente, apesar dos juros altos.
O mercado local também reage ao resultado do Tesouro, que mostrou déficit do Governo Central de R$ 73,783 bilhões em março.
Trata-se do maior da série histórica para o mês, além de ter ficado um pouco acima do esperado pelos economistas (déficit de R$ 72 bilhões).
Já o dólar à vista (+0,27%, a R$ 4,9958) segue de perto o comportamento da moeda americana lá fora (DXY +0,24%, aos 98,879 pontos.)
Ouro cai novamente com tensão no Oriente Médio e pressão inflacionária
O ouro fechou em baixa nesta 4ª feira, pelo terceiro dia consecutivo, com a disparada do petróleo alimentando preocupações inflacionárias.
Enquanto isso, os investidores aguardam decisão de política monetária do Fed, logo mais, que deve manter inalteradas as taxas de juros norte-americanas.
O nervosismo do mercado decorre das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio, com o impasse persistente entre EUA e Irã.
Hoje, Trump declarou que não irá suspender o bloqueio naval aos portos iranianos antes de chegar a um acordo sobre o programa nuclear do país.
Em meio à trégua ainda em vigor, a emissora israelense N12 noticiou que os EUA prepararam um plano para ataques curtos e poderosos contra o Irã.
Essa hipótese, acrescenta mais tensão aos mercados.
O plano seria convocar Teerã de volta à mesa de negociações após essas investidas.
No fechamento, o contrato do metal precioso para junho recuou 1,02%, cotado a US$ 4.561,50 por onça-troy na Comex.
Vale fica entre as maiores baixas após resultados frustrarem investidores
Os papéis da Vale estão entre as maiores baixas do índice desde o início do pregão desta quarta-feira.
A mineradora teve lucro líquido de US$ 1,89 bilhão, alta de 36% na comparação com o mesmo período de 2025.
O resultado, porém, ficou cerca de 25% abaixo das projeções.
Já o Ebitda veio em linha, a US$ 3,9 bilhões.
Casas de análise destacaram deterioração da estrutura de custos da companhia.
Há pouco, Vale recuava 4,78%, negociada a R$ 80,36.