Fechamento: Ibovespa acompanha NY e sobe firme, puxado por Petrobras e bancos

O Ibovespa pegou carona na melhora de humor em NY e subiu firme nesta 2ªF, marcada pelo recuo do petróleo diante da esperança de reabertura do Estreito de Ormuz e dos primeiros sinais de um possível diálogo entre EUA e Irã – embora o tempo de duração da guerra permaneça incerto.

O índice fechou em alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, com giro mais fraco, de R$ 22,4 bilhões.

As blue chips subiram em bloco, com destaque para Petrobras (PN +2,04%, a R$ 45,58; e ON +1,50%, a R$ 50,12).

Vale registrou ganho de 0,69% (R$ 78,84), em sentido oposto ao do minério (-0,74%), enquanto os bancos também brilharam: Itaú PN +1,42% (R$ 43,00), BTG +1,43% (R$ 55,90), Santander +0,79% (R$ 30,46) e BB +0,38% (R$ 23,90).

CSN liderou os ganhos do Ibovespa com +5,42% (R$ 6,03), seguida de Magazine Luiza (+5,35%; R$ 9,84) e Embraer (+4,20%; R$ 76,96).

Na outra ponta, Porto Seguro foi a que mais caiu (-4,00%; mínima de R$ 47,34), após anunciar a assinatura de um contrato não vinculante com a Oncoclínicas para criação de uma nova empresa. RD Saúde vem a seguir com -0,93% (R$ 23,36), acompanhada de Ultrapar (-0,69%; R$ 25,94).

O dólar caiu forte com a melhora na percepção de risco: -1,63%, para R$ 5,2298.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  +1,25% | 179.875,44 pts

▫️ DOW JONES: +0,83% | 46.946,41 pts

▫️ S&P500: +1,01% | 6.699,38 pts

▫️ NASDAQ: +1,22% | 22.374,18 pts

▫️ DÓLAR: +1,63% | R$ 5,2298

▫️ EURO: +1,11% | R$ 6,0207

▫️ BITCOIN: +3,14% | US$ 73.977,00

Dólar derrete com sinalização do Irã de acabar com a guerra, alívio no petróleo e intervenção do Tesouro no mercado de títulos

O dólar registrou forte queda diante do real nesta 2ªF, devolvendo boa parte da alta da semana passada, acompanhando o recuo da moeda americana frente aos pares no exterior.

A sinalização de que o Irã estaria disposto a encerrar a guerra e a queda do petróleo, após relatos de passagens de navios pelo Estreito de Ormuz e da disposição da AIE de ampliar a colocação de reservas estratégicas no mercado, ajudaram a amenizar o sentimento de risco lá fora.

Aqui, o Tesouro fez duas intervenções no mercado, com recompra de títulos prefixados e atrelados à inflação, que derrubaram os juros futuros e trouxeram alívio também ao câmbio.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,63%, a R$ 5,2298, após oscilar entre R$ 5,2255 e R$ 5,2821.

Às 17h02, o dólar futuro para abril recuava 1,91%, a R$ 5,2515.

Lá fora, o índice DXY perdia 0,56%, aos 99,800 pontos.

O euro subia 0,81%, para US$ 1,1509. E a libra ganhava 0,76%, a US$ 1,3326.

Petróleo cai com esperança de reabertura do Estreito de Ormuz

Após três sessões consecutivas de ganhos, os contratos futuros de petróleo recuaram nesta 2ªF, com esperanças renovadas em relação ao Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do escoamento global da commodity e fechado em grande parte em função da guerra no Irã.

Hoje, Bessent afirmou que os EUA estão permitindo a passagem de petroleiros iranianos no local e Trump sinalizou que o secretário de Estado, Marco Rubio, pode anunciar uma possível coalizão para reabrir a passagem.

As esperanças de alguns investidores sobre o fim do conflito no Oriente Médio também foram abastecidas com novas declarações de Trump, que hoje repetiu que a investida pode acabar em breve, contrastando com o posicionamento de Israel, que planeja pelo menos mais três semanas de ataques aéreos intensos contra o Irã.

Em outra frente, a AIE afirmou que pode liberar mais reservas estratégicas da commodity se for necessário.

No fechamento, o contrato do Brent para maio caiu 2,84%, a US$ 100,21 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril recuou 5,28%, a US$ 93,50 por barril na Nymex.