No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a melhora do humor nos mercados com alívio geopolítico no Oriente Médio e redução do prêmio de risco. O petróleo caiu, mas segue elevado, enquanto bolsas de NY subiram e os juros americanos recuaram. No Brasil, atuação do Tesouro e cenário externo favoreceram fechamento da curva, alta do Ibovespa a 179 mil pontos e dólar a R$ 5,22. Hoje, destaque para o IGP-10, IPC e dados de inflação.
[17/03/26] Os mercados globais embarcaram ontem em uma espécie de wishful thinking, na esperança da liberação do fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz e de um possível diálogo entre os Estados Unidos e Irã.
Após o fechamento, porém, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, desmentiu relatos na imprensa sobre uma aproximação diplomática e disse que a última vez em que trocou mensagens de texto com o enviado dos EUA, Steve Witkoff, foi antes da guerra.
No início da madrugada, o petróleo já disparava quase 3% de novo, às vésperas da bateria de decisões de política monetária da semana. O conflito abalou o consenso para o Copom de amanhã: entre traders e economistas, a aposta principal agora é de corte de só 0,25pp da Selic. Isso se não vier pausa.
Juros futuros queimam prêmios com atuação do Tesouro e melhora na percepção de risco no exterior
Os juros futuros devolveram nesta 2ªF boa parte dos prêmios acumulados na 6ªF, embalados por duas intervenções do Tesouro no mercado, com recompras de títulos prefixados e indexados à inflação para dar liquidez aos investidores.
A queda expressiva do dólar e a melhora na percepção de risco no exterior, com recuo do petróleo e a possibilidade de negociações diplomáticas para encerrar a guerra, colaboraram para o alívio das taxas, a dois dias da decisão do Copom.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,070% (de 14,291% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,535% (13,878%); Jan/31 a 13,725% (14,110%); e Jan/33 a 13,795% (14,182%).