Abertura: Dólar e juros cedem antes da Super Quarta
O dólar inverteu o sinal e passou a cair ante o real, a R$ 5,2065 (-0,45%), em linha com o movimento frente outras divisas emergentes.
Os juros futuros acompanham a moeda e a baixa dos rendimentos dos Treasuries, de olho nas respostas dos BCs ao cenário de guerra.
Já o DXY perde 0,12% (99,596), alternando sinais positivo e negativo em sessão de alta do petróleo.
O barril do Brent opera acima de US$ 100 (US$ 102,31), em alta de US$ 2,10, depois de cair ontem.
Notícias de que algumas embarcações estariam passando pelo Estreito de Ormuz, o que poderia reduzir a pressão, resultaram em otimismo na segunda-feira
O Fed anunciará a manutenção das taxas entre 3,50%-3,75% e a atenção está voltada às perspectivas sobre o cenário de incerteza trazido pela guerra.
BCE, BoE e BoJ decidem juros na 5ª feira e o consenso também é de estabilidade nas taxas.
Aqui, o Copom deve iniciar a flexibilização monetária amanhã.
A precificação de 76% das instituições ouvidas pelo Broadcast é de que o ciclo deve iniciar com queda de 25 pb, e não mais de 50pb.
Apostas são feitas em meio ao choque de energia e à surpresa com o IPCA de fevereiro acima do esperado.
Futuros de NY operam em leve queda com cautela diante dos desdobramentos da guerra no Oriente Médio
Os futuros de NY operam em leve queda nesta 3ªF, com o sentimento de cautela retornando enquanto os mercados acompanham os desdobramentos da prolongada guerra no Oriente Médio.
Nesse cenário, as cotações do petróleo voltaram a subir diante das intensificações dos ataques do Irã à infraestrutura petrolífera na região e da dificuldade dos EUA em conseguir formar uma coalisão para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz.
Os riscos inflacionários globais com a elevação persistente dos preços da commodity preocupam os investidores, antes de diversas decisões da política monetária nos próximos dias, como a do Fed, amanhã.
Há pouco, o Dow Jones caía 0,04%, o S&P 500 perdia 0,13% e o Nasdaq baixava 0,22%.
Petróleo volta a subir após aliados dos EUA rejeitarem pedido de ajuda para desbloquear Estreito de Ormuz
Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir com força nesta 3ªF, após países aliados dos EUA rejeitarem o pedido do presidente Donald Trump para ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% da produção mundial do produto.
Na véspera, as cotações haviam fechado em queda diante do anúncio da possível coalização para reabrir a passagem.
No entanto, a avaliação de analistas é de que o cenário geopolítico no Oriente Médio ainda continua frágil e a perspectiva é de que os preços do petróleo se mantenham elevados.
Há pouco, o WTI para maio subia 3,59%, a US$ 95,78; e o Brent para maio ganhava 2,88%, a US$ 103,10.