Giro das 15h: Bolsas sobem e dólar cai, apesar do avanço do petróleo; juros recuam após nova recompra de prefixados pelo Tesouro
As bolsas mantêm o viés positivo em NY (Dow Jones +0,25%; S&P500 +0,36%; Nasdaq +0,44%), com investidores monitorando o petróleo (Brent/maio +2,29%, a US$ 102,50; WTI/abril +2,11%, a US$ 95,47) e o noticiário sobre a guerra.
O governo Trump sofreu hoje a primeira baixa em sua equipe: o diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Joseph Kent, renunciou ao posto por se opor ao conflito contra o Irã.
Por aqui, o bom humor externo dá fôlego ao Ibovespa (+0,97%, aos 181.621 pontos), enquanto o dólar à vista recua 0,90%, para R$ 5,1826.
Os juros futuros seguem devolvendo prêmios (DI Jan/27 a 14,045%; Jan/33 a 13,740%) na véspera do Copom, após o Tesouro fazer nova intervenção no mercado, com a recompra de 63% do lote proposto de prefixados, movimentando R$ 9,4 bilhões
Ouro fecha praticamente estável (+0,12%) com inflação e Fed no radar
O ouro fechou praticamente estável nesta 3ªF, pendendo para o terreno positivo, após quatro sessões consecutivas no vermelho.
O mercado segue atento aos desdobramentos na guerra no Irã e possíveis consequências para e economia global, sobretudo em razão das pressões inflacionárias do petróleo – com o Brent se acomodando acima de US$ 100 o barril diante do horizonte de redução da oferta.
O alívio do dólar hoje, com queda de 0,15% (DXY) frente a pares há pouco, deu fôlego ao metal precioso, considerado um ativo seguro em tempos de incertezas.
Amanhã o Fed anuncia sua decisão de política monetária, devendo manter os juros inalterados nos EUA.
O contrato do metal precioso para abril fechou em leve alta de 0,12% na Comex, cotado a US$ 5.008,20 por onça-troy.
Europa: Bolsas sobem com maior apetite ao risco, à espera do Fed e do BCE
As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta 3ª feira, pelo segundo dia consecutivo, em linha com o maior apetite ao risco visto em NY.
O movimento ocorre apesar de os preços do petróleo terem se mantido no patamar de US$ 100 o barril.
Há grandes preocupações em relação à oferta da commodity, em função de novos ataques à infraestrutura energética do Oriente Médio.
Em meio à guerra, persistem as incertezas sobre uma possível coalizão liderada pelos EUA para proteger a navegação no Estreito de Ormuz, apesar das constantes declarações otimistas de Trump.
Há pouco, o presidente norte-americano afirmou em coletiva de imprensa que não demoraria muito para que navios de carga possam atravessar Ormuz.
Ele, porém, não deu nenhum outro detalhe ou explicação de como isso aconteceria.
O presidente dos EUA afirmou também estar “decepcionado” depois que líderes europeus rejeitaram os apelos para o envolvimento de seus países.
Além do conflito no Irã, a atenção dos investidores se volta nesta semana para as ações dos bancos centrais, com o Fed iniciando hoje sua reunião.
A decisão de juros nos EUA sai amanhã e na Europa (BCE), na quinta.
No fechamento: Londres +0,83%; Frankfurt +0,71%; Paris +0,49%; e Stoxx 600 +0,64%, aos 602,31 pontos.