Fechamento: Ibovespa tem leve alta e retoma os 180 mil pontos com ajuda de Petrobras; dólar recua a R$ 5,20
Em um pregão bastante volátil, o Ibovespa fechou perto da estabilidade, com leve alta de 0,30%, aos 180.409,73 pontos – após subir 1,6% na máxima do dia.
O giro ficou em R$ 26,7 bilhões, em uma sessão marcada por maior apetite ao risco, na véspera da decisão de juros nos EUA e no Brasil.
Entre as blue chips, destaque para Petrobras (PN +1,76%, a R$ 46,38; e ON +1,22%, a R$ 50,73), na esteira da alta do petróleo.
Vale subiu 0,15% (R$ 78,96), em comportamento tímido frente ao ganho de 1,81% do minério de ferro.
Os principais bancos ficaram majoritariamente no vermelho: Santander -1,18% (R$ 30,10), BB -0,96% (R$ 23,67), Bradesco PN -0,79% (R$ 18,85) e Itaú PN -0,67% (R$ 42,71). A exceção foi BTG, que avançou 0,36% (R$ 56,10).
Natura disparou 8,46% (R$ 9,36) e liderou os ganhos do índice após o balanço trimestral, seguida de CSN (+5,14%; R$ 6,34) e Prio (+4,83%; R$ 62,69) – esta última reagindo à notícia de que recebeu licença de perfuração de novos poços, além do efeito petróleo.
Na outra ponta, Magazine Luiza foi a que mais caiu (-8,13%; R$ 9,04), acompanhada de Cosan (-4,22%; R$ 5,22) e Brava (-3,33%; R$ 18,02).
O dólar à vista fechou em baixa de 0,57%, a R$ 5,2000.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,30% | 180.409,73 pts
▫️ DOW JONES: +0,10% | 46.993,20 pts
▫️ S&P500: +0,25% | 6.716,09 pts
▫️ NASDAQ: +0,47% | 22.479,53 pts
▫️ DÓLAR: -0,57% | R$ 5,2000
▫️ EURO: -0,29% | R$ 6,0030
▫️ BITCOIN: +0,34% | US$ 74.473,00
Dólar segue exterior e recua com maior apetite por risco, mesmo com alta do petróleo
O dólar à vista recuou nesta 3ªF, acompanhando a tendência da moeda americana no exterior, em uma sessão de maior apetite por risco nos mercados globais, apesar da continuidade da guerra e da alta do petróleo.
As expectativas de manutenção dos juros pelo Fed e de um corte menor da Selic na reunião do Copom desta 4ªF também pautaram os negócios.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,57%, a R$ 5,2000, após oscilar entre R$ 5,1776 e R$ 5,2425.
Às 17h03, o dólar futuro para abril recuava 0,73%, a R$ 5,2165.
Lá fora, o índice DXY caía 0,12%, aos 99,589 pontos.
O euro subia 0,27%, para US$ 1,1539. E a libra ganhava 0,30%, a US$ 1,3358.
Petróleo sobe com horizonte incerto sobre escolta de navios em Ormuz
Após a pausa de ontem, os contratos futuros de petróleo voltaram a subir nesta 3ªF, com o Brent quase encostando em US$ 105 o barril na máxima do dia, enquanto países aliados dos EUA se mostram relutantes em escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz.
Em resposta, Trump usou sua rede social para dizer que não precisa de ajuda nessa operação e que a Otan estaria cometendo “um erro tolo” em não querer se envolver na guerra contra o Irã.
Em meio ao impasse, as refinarias de petróleo da Ásia estão intensificando as compras de petróleo bruto de fora do Oriente Médio, informou a Bloomberg.
A agência noticiou ainda que, mesmo que os EUA consigam reunir uma coalizão de países para fornecer escolta em Ormuz, qualquer impacto seria limitado, longe de um retorno ao tráfego normal.
É provável que seguradoras e bancos continuem cautelosos com rotas próximas ao Irã, onde a exposição às sanções e o risco de ataque dificultam a subscrição ou o financiamento das viagens.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 3,20%, a US$ 103,42 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril avançou 2,90%, a US$ 96,21 por barril na Nymex.