Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o ambiente global segue cauteloso, com foco na política monetária dos EUA e nas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O petróleo subiu para a faixa de US$ 103, reforçando riscos inflacionários, enquanto bolsas de NY tiveram ganhos moderados e o dólar global perdeu força. No Brasil, a curva de juros abriu com risco de greve dos caminhoneiros às vésperas do Copom. O Ibovespa subiu 0,30%, aos 180 mil pontos, e o dólar caiu para R$ 5,20.

Vai rolar: Fed e Copom decidem juros

[18/03/26] O Fed (15h) não tem dilema e deve manter o juro na faixa atual de 3,50% a 3,75%. Powell operar as expectativas em coletiva (15h30) sobre quando a taxa será relaxada (setembro ou dezembro) e quanto (uma ou duas vezes este ano).

Aqui, Galípolo chega ao dia do Copom (18h30) com o desafio de não comprometer a credibilidade da política monetária no início do ciclo de flexibilização.

Antes de a guerra estourar, o plano do BC era dar meio ponto de corte logo de saída. Surpreendido pelo conflito, este ajuste perdeu força para o consenso de 0,25pp. Mas as apostas estão num vale-tudo e até uma pausa na Selic corre por fora, sob o risco de persistência do choque do petróleo.

De última hora, a ameaça de greve dos caminhoneiros traz emoção redobrada ao Copom e joga a favor do conservadorismo.

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Após sessão de alívio, juros futuros voltam a subir com possibilidade de greve dos caminhoneiros

Na véspera do Copom, os juros futuros operaram durante boa parte da sessão em baixa, acompanhando o maior apetite por risco nos demais mercados e reagindo às novas intervenções do Tesouro, com recompras de prefixados e NTN-Bs.

Porém, as taxas passaram a subir no meio da tarde, após notícia da Folha de que os caminhoneiros estariam planejando uma paralisação nos próximos dias para protestar contra o reajuste do diesel (veja nota às 15h23).

Uma greve nos moldes da que ocorreu em 2018 poderia gerar novas pressões inflacionárias e levar o Copom a abortar os planos de afrouxamento monetário.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,135% (de 14,070% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,605% (13,561%); Jan/31 a 13,755% (13,747%); Jan/33 a 13,810% (13,822%).