Giro das 12h: Escalada da guerra e inflação derrubam bolsas e elevam dólar e juros

O Ibovespa oscilou pela manhã e há pouco cedia 0,15% (180.133,67), em queda limitada por Petrobras, antes do anúncio do Copom no fim do pregão.

As ações da companhia sobem 1,81% (ON) e 1,34% (PN), com o petróleo e a descoberta de uma nova reserva de gás, enquanto Vale (-1,52%) segue minério em queda.

Os mercados esperam o primeiro corte da Selic desde maio de 2024, mas o cenário mudou e agora a maioria aposta na cautela de recuo de 25 pb.

Isso é reflexo da guerra no Oriente Médio, que elevou projeções de inflação em um cenário que levou o governo a subsidiar o diesel.

Antes, a perspectiva para as taxas era de corte 50pb nesta reunião. O investidor deve ficar atento sobre a avaliação do BC a respeito dos riscos.

Hoje, a escalada da guerra pressiona o petróleo (Brent +6,22%).

A inflação ao produtor norte-americano, anterior ao conflito, veio acima do esperado, derrubando NY (Dow Jones -0,93%; S&P 500 -0,69% e Nasdaq -0,75%).

É esperado que essas preocupações estejam refletidas nas projeções do FOMC, que saem hoje junto com a manutenção dos juros.

Fala do presidente do Fed Jerome Powell também é aguardada com especial atenção.

O DXY sobe 0,26% (99,837) e, aqui, a moeda está cotada a R$ 5,2086 (+0,17%).

Juros futuros e rendimentos dos Treasuries também sobem.

Abertura: Dólar e juros sobem com temores sobre inflação

O dólar sobe globalmente e, ante o real, avança a R$ 5,2233 (+0,45%).

Os juros futuros acompanham a moeda e os rendimentos dos Treasuries, enquanto o DXY avança a 99,931 (+0,36%), com o investidor renovando as preocupações com a inflação.

O PPI norte-americano, que traz componentes que formam o PCE, subiu 0,7% mês a mês e o núcleo, +0,5%, acima das previsões, reforçando inflação persistente, o que se soma ao choque de energia.

O petróleo virou e passou a subir nesta manhã, com o Brent valorizando 4,41%, a US$ 107,98, na esteira dos relatos de intensificação da guerra.

À tarde, o Fed deve manter as taxas de juros onde estão e a expectativa é pelos comentários do presidente do BC Jerome Powell.

Aqui, a maioria já espera que o Copom reduza menos a Selic, em 25pb.

No radar, está a ameaça de greve dos caminhoneiros até o fim de semana para protestar contra o reajuste do diesel e demonstrar a insatisfação com o frete.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que “especuladores” ainda não baixaram o preço do diesel após medidas do governo para conter os preços.

Ele cobrou uma ação forte da ANP, como já está previsto na medida.

A PF abriu um inquérito para investigar práticas abusivas e o governo vai anunciar um conjunto de medidas para reforçar o cumprimento da tabela do frete.

Futuros de NY avançam, enquanto investidores esperam decisão do Fed e falas de Powell

Os futuros de NY avançam nesta 4ªF, depois de operarem em baixa, com os investidores aguardando a primeira decisão do Fed sob influência da guerra no Oriente Médio. A expectativa é de manutenção das taxas.

Em seguida, as atenções estarão voltadas especialmente às falas de Jerome Powell, com as sinalizações sobre os próximos passos do BC americano em um cenário de elevação persistente dos preços do petróleo e seus impactos na inflação global.

Logo mais, também serão divulgados outros dados da economia nos EUA, como o PPI de fevereiro. Há pouco, o Dow Jones subia 0,29%, o S&P 500 ganhava 0,36% e o Nasdaq também avançava 0,48%.