Ouro tem queda firme com pressão inflacionária sinalizando juros altos por mais tempo

O ouro fechou em queda firme nesta 4ªF, chegando a bater mínima de um mês durante a sessão, com a disparada do petróleo devido à guerra no Irã alimentando preocupações inflacionárias.

Os preços futuros da commodity estão acima de US$ 100 por barril (Brent) nas últimas quatro sessões.

Diante disso, investidores avaliavam o risco de os juros das principais economias mundiais permanecerem altos por mais tempo.

Logo mais, o Fed anunciará sua decisão nos EUA e deve manter as taxas inalteradas.

O mesmo se espera do BCE (Europa) e do BoE (Inglaterra), amanhã.

Embora o metal precioso seja visto como uma proteção contra incertezas econômicas, as altas taxas de juros reduzem seu apelo – pelo custo de manutenção e retornos atraentes dos ativos que rendem juros.

O contrato do ouro para abril fechou hoje em baixa de 2,24% na Comex, cotado a US$ 4.896,20 por onça-troy.

Europa: Bolsas fecham em queda com petróleo e Fed no radar

As principais bolsas europeias fecharam em baixa nesta 4ª feira, com as atenções dos investidores inteiramente voltadas para a decisão de política monetária do Fed, logo mais, às 15h (de Brasília).

Embora haja consenso de manutenção das taxas de juros, há grande expectativa no mercado sobre eventuais sinalizações do presidente da instituição, Jerome Powell.

A dúvida é sobre se os preços do petróleo podem impactar as futuras deliberações.

Durante a madrugada e início da manhã, os preços do petróleo recuaram, mas se mantiveram acima da marca de US$ 100 (Brent).

Há pouco, registravam mais uma sessão de alta firme, diante das incertezas sobre a duração e os impactos da guerra no Irã, tendo como um dos focos o bloqueio quase total do Estreito de Ormuz.

Na seara macroeconômica, a inflação na Zona do Euro aumentou em fevereiro na comparação com janeiro.

Amanhã saem decisões de juros do BCE (Europa) e do BoE (Inglaterra), também com apostas de manutenção das taxas.

No fechamento: Londres -0,94%; Frankfurt -0,96%; Paris -0,06%; e Stoxx 600 -0,70%, aos 598,25 pontos.

Hapvida lidera baixas com redução de preço-alvo pelo JPMorgan e dados da ANS

As ações da Hapvida lideram as baixas do Ibovespa nesta tarde, em queda de 3,83%, negociadas a R$ 8,29.

O JPMorgan cortou o preço-alvo das ações da companhia de R$ 39 para R$ 13,50, mas manteve recomendação neutra.

Já o Citi e o Itaú BBA não alteraram suas indicações ou o preço-alvo para o papel da empresa.

Por outro lado, citaram dados publicados pela ANS, que servem como importante termômetro para avaliar tendências.

Para os bancos, as informações mostram também que números referentes à sinistralidade médica não são encorajadores.