Dólar sobe após Powell descartar corte de juros enquanto a guerra durar e ainda cogitar uma alta

Depois de passar boa parte da sessão de lado ou em leve baixa, o dólar à vista começou a subir depois da decisão do Fed e ampliou a alta durante a entrevista coletiva de Jerome Powell, encerrando o dia perto da máxima.

A moeda seguiu a tendência do câmbio lá fora, onde o dólar se fortaleceu diante dos pares, com o DXY operando acima dos 100 pontos, após Powell sinalizar que o Fed pode não cortar mais os juros neste ano por causa das incertezas decorrentes da guerra no Irã e dos efeitos inflacionários da disparada do petróleo.

“A possibilidade de uma alta de juros ser o próximo passo foi mencionada [na reunião de hoje]. Não descartamos nenhuma possibilidade. Tudo vai depender de quanto tempo a situação atual vai durar.”

Por outro lado, ele ponderou que a maioria dos membros do BC americano não considera uma alta de juros como cenário principal no momento.

O dólar à vista fechou em alta de 0,90%, a R$ 5,2468, na máxima do dia. Na mínima, a moeda marcou R$ 5,1853.

Às 17h04, o dólar futuro para abril subia 0,86%, a R$ 5,2600.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,60%, aos 100,168 pontos, também na máxima do dia.

O euro caía 0,61%, para US$ 1,1467. E a libra perdia 0,63%, a US$ 1,3275.

Petróleo fecha em alta com promessa do Irã de retaliar contra instalações de energia do Golfo após ataque a campo de gás

O petróleo voltou a subir nesta 4ªF, após o Irã prometer retaliar contra instalações de petróleo e gás em todo o Golfo Pérsico, após mísseis atingirem South Pars, parte do maior campo de gás natural do mundo e espinha dorsal do sistema energético do país.

Foi o primeiro contra instalações de produção de energia do Irã desde que EUA e Israel iniciaram a guerra, em 28 de fevereiro. Instalações petroquímicas abastecidas pelo campo também foram alvo dos ataques.

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu avisos de evacuação para algumas das maiores instalações energéticas da região, entre elas a planta de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar, além de locais nos Emirados Árabes Unidos e a refinaria Samref, da Arábia Saudita, no Mar Vermelho.

Além disso, Donald Trump ameaçou transferir para os aliados a responsabilidade de resolver a questão bloqueio do Estreito de Ormuz, depois que diversos países rejeitaram a proposta de escoltar navios pela passagem.

Na agenda do dia, o aumento expressivo nos estoques de petróleo dos EUA na semana passada, de 6,156 milhões, contrariando expectativa dos analistas de estabilidade, não fez preço no mercado.

O Brent para maio subiu 3,83%, a US$ 107,38 por barril na ICE. E o WTI para abril teve leve alta de 0,11%, a US$ 96,32 por barril na Nymex

Giro das 15h: Bolsas em NY recuam antes do Fed, com PPI acima do esperado; Ibovespa volta a subir

As bolsas em NY operam voláteis (Dow Jones -1,00%; S&P500 -0,68%; Nasdaq -0,69%) e chegaram a acentuar a queda há pouco, faltando pouco minutos para a decisão do Fed.

O mercado reage ao PPI de fevereiro (+0,7%) acima do esperado (+0,3%) e ao avanço do petróleo (Brent/maio +4,89%, a US$ 108,48; WTI/abril +2,08%, a US$ 98,21).

O dólar avança sobre os pares lá fora (DXY +0,28%, aos 99,851 pontos) em meio a novos desdobramentos da guerra.

O Irã expande os alvos no Oriente Médio, após Israel matar o ministro de inteligência do país.

Por aqui, o dólar à vista opera de lado (+0,08%, a R$ 5,2042), enquanto o Ibovespa (+0,43%, aos 181.190 pontos) ignora o exterior e crava mais uma alta, apoiado por Petrobras ON (+1,87%) e PN (+1,44%).

 Em dia de decisão do Copom, os juros futuros operam mistos, com curtos em alta (DI Jan/27 a 14,140%) e longos estáveis (Jan/33 a 13,810%).