Vai rolar: BCE e BoE decidem juros no day after do Fed

[19/03/26] Sem surpresas, o BoJ optou no início da madrugada por manter o juro em 0,75% e, hoje, também o BCE (10h15) e o BoE (9h) não devem alterar suas taxas (2,00% e 3,75%, respectivamente), assim como fez o Fed.

A novidade ontem foi Powell ter descartado corte de juros enquanto durar o conflito no Irã e ainda ter cogitado uma alta.

O petróleo rompeu US$ 112 na sessão eletrônica e corroborou a abordagem hawkish, mas não impediu o Copom de iniciar o ciclo de corte com 0,25pp e embutir no comunicado o sinal implícito de que, agora que começou, não vai parar.

O que se diz é que, no mínimo, vem nova dose de 0,25pp em abril e que o BC pode acelerar o ritmo de flexibilização se a guerra acabar até lá ou o barril se acomodar. Até porque, o Copom esnobou o risco de choque inflacionário.

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Juros futuros sobem na esteira do câmbio e do rendimento dos Treasuries após decisão do Fed, enquanto investidor aguarda o Copom

Faltando poucos minutos para a decisão do Copom, os juros futuros fecharam em alta nesta 4ªF, especialmente entre os vencimentos mais longos, refletindo o avanço do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, após a decisão do Fed.

Embora o BC americano tenha mantido os juros, o comunicado e as declarações de Jerome Powell foram consideradas “hawkish”, sinalizando que os juros por lá não cairão em meio à guerra e enquanto não houver progresso no processo de desinflação.

Ele também comentou que a hipótese de subir os juros por lá foi discutida na reunião de hoje.

O mercado também monitorou a nova alta do petróleo no mercado internacional e as negociações do governo para zerar o ICMS sobre o diesel, que enfrenta resistência dos Estados.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,200% (de 14,154%no ajuste anterior); Jan/29 a 13,755% (13,644%); Jan/31 a 13,895% (13,796%); e Jan/33 a 13,945% (13,842%).

Ibovespa volta a perder os 180 mil pontos, à espera do Copom; dólar vai a R$ 5,24 após decisão do Fed

O Ibovespa fechou em baixa de 0,43%, aos 179.639,91 pontos. O giro ficou em R$ 30,7 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre o índice e com o Fed tendo anunciado manutenção dos juros americanos, como esperado.

Logo mais sai a decisão do Copom sobre a Selic.

As ações da estatal de petróleo subiram (ON +1,77%, a R$ 51,63; e PN +1,34%, a R$ 47,00) na esteira da disparada da commodity frente às incertezas da guerra no Irã.

Vale caiu forte (-2,32%; R$ 77,13), bem mais que o minério (-0,12%), em um pregão também negativo para os principais bancos: Santander -1,50% (mínima de R$ 29,65); BB -1,10% (mínima de R$ 23,41); Bradesco ON -1,47% (mínima de R$ 16,08) e PN -1,17% (R$ 18,63); BTG -1,21% (R$ 55,42) e Itaú PN -1,01% (R$ 42,28).

Hapvida liderou as perdas do índice com -4,76% (R$ 8,21), após redução de preço-alvo pelo JPMorgan e dados da ANS sugerindo que os resultados da empresa devem permanecer fracos. Yduqs vem a seguir com -4,62% (R$ 9,90), acompanhada de CSN (-4,42%; R$ 6,06).

Na outra ponta, Eneva ficou no topo com +15,08% (R$ 24,35), com fontes do Valor citando ganhos da empresa no leilão de reserva de capacidade.

Copel ON figura em segundo com +5,56% (R$ 15,20), acompanhada de Prio (+5,33%; R$ 66,03).

O dólar subiu 0,90%, para R$ 5,2468.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,43% | 179.639,91 pts

▫️ DOW JONES: -1,63% | 46.225,15 pts

▫️ S&P500: -1,36% | 6.624,76 pts

▫️ NASDAQ: -1,46% | 22.152,42 pts

▫️ DÓLAR: +0,90% | R$ 5,2468

▫️ EURO: +0,24% | R$ 6,0144

▫️ BITCOIN: -4,64% | US$ 71.063,00