Bolsas europeias operam em forte queda antes das decisões de BCE e BoE
As bolsas europeias operam em forte queda nesta 5ªF, seguindo a tendência negativa da sessão de ontem, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e o consequente impacto do conflito na elevação do preço do petróleo, diante de ataques na infraestrutura energética na região.
Hoje, BCE e BoE devem manter as taxas de juros inalteradas, assim como fez o BC americano na véspera. Assim, os investidores aguardam especialmente os comentários após as decisões no atual contexto geopolítico.
Por sua vez, ações de mineradoras, diante da baixa dos preços do ouro, e do segmento financeiro são as que mais pressionam os índices.
Há pouco, a bolsa de Londres caía 1,91%; a de Frankfurt tinha baixa de 2,31% e a de Paris cedia 1,77%. Os índices STOXX 50 (-2,08%) e STOXX 600 (-2,07%) também recuavam.
Nikkei lidera perdas na Ásia após BoJ manter juros e alertar para riscos de inflação impulsionada pelo petróleo
As ações asiáticas recuaram após a queda de Wall Street à noite, na sequência da mensagem do Fed e após o BoJ manter taxa em 0,75%, conforme esperado, e sinalizar incerteza sobre a inflação, em meio à alta do petróleo e à escalada do conflito no Oriente Médio.
Autoridades afirmaram que o futuro do conflito e os preços do petróleo podem afetar a trajetória da inflação no Japão, especialmente devido à forte dependência do país em relação às importações de energia.
O membro do conselho Hajime Takata discordou e defendeu +25 pb, o que evidencia a crescente preocupação do conselho de que as persistentes pressões sobre os preços possam exigir uma resposta mais firme.
O Nikkei caiu 3,38% e o KOSPI da Coreia do Sul, -2,73%. Na China, o Xangai e o Shenzhen perderam 1,39% e -2,02% e o Hang Seng de Hong Kong também 2,02%.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, com comunicação mais cautelosa diante da inflação e da alta do petróleo. O conflito no Oriente Médio elevou o Brent para US$ 110 e ampliou a aversão ao risco, derrubando bolsas em NY e fortalecendo o dólar. No Brasil, Ibovespa caiu 0,43% aos 179 mil pontos, dólar subiu a R$ 5,24 e juros avançaram. Após o fechamento, o Banco Central cortou a taxa em 0,25 ponto, sinalizando ciclo gradual e dependente de dados.