Abertura: Dólar e juros disparam com escalada da guerra

O dólar avança 0,76% contra o real, a R$ 5,2867, e os juros disparam em torno de 25 pontos do miolo em diante, na esteira do estresse com os preços de petróleo e gás.

A guerra escala no Oriente Médio e os ataques a infraestruturas podem provocar danos de longo prazo, sem que se saiba o tamanho do problema ou o tempo para reparação.

O petróleo saltou a quase US$ 120 o barril (Brent) e há pouco se mantinha acima dos US$ 100 (US$ 112,48), em alta de +4,75%.

O DXY se estabiliza em patamar alto, a 99,986 (-0,10%), enquanto os BCs globais puxam o freio na flexibilização monetária, por cautela com a inflação.

Fed, BoJ, BoE e BCE mantiveram suas taxas inalteradas, citando as incertezas quanto às consequências econômicas do conflito com o Irã.

Os mercados adiam as expectativas de afrouxamento monetário do Fed para 2027.

Aqui, o Copom reduziu menos a Selic (-25pb), a 14,75%, por causa da guerra, observando que manutenção prolongada da taxa evidenciou a transmissão da desaceleração da atividade.

As expectativas de inflação são de 4,1% para 2026 e 3,8% para 2027, e o Copom projeta inflação de 3,3% para o 3Tri de 2027.

Futuros de NY mantém tendência negativa após decisão do Fed e ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio

Os futuros de NY recuam nesta 5ªF, seguindo a tendência de aversão ao risco da véspera, após a decisão do Fed de manter as taxas de juros inalteradas, como previsto, mas com falas em tom mais duro de Jerome Powell, descartando as chances de novos cortes enquanto durar o conflito no Oriente Médio.

Nesse cenário, a escalada dos ataques à infraestrutura energética na região, impulsionando as cotações do petróleo, pressiona os índices.

Além disso, os investidores também avaliam os dados do PPI de fevereiro, que vieram acima do esperado, sugerindo pressões inflacionárias persistentes mesmo antes da guerra.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,32%, o S&P 500 perdia 0,40% e o Nasdaq cedia 0,55%.

Petróleo dispara e brent é negociado em torno dos US$ 114 por barril

Os contratos futuros do petróleo dispararam nesta 5ªF, com o brent negociado em torno dos US$ 114 por barril, depois de o Irã ter atacado instalações energéticas no Oriente Médio, em resposta ao ataque de Israel a seu campo de gás de South Pars.

Além das interrupções no Estreito de Ormuz, os ataques à infraestrutura energética na região é outro importante ponto de atenção para o risco de desabastecimento da commodity, em meio aos desdobramentos do conflito militar prolongado e sem previsão de término.

Os preços do produto têm avançado apesar de medidas tomadas recentemente pelo governo Donaldo Trump.

Há pouco, o WTI para maio subia 1,28%, a US$ 96,68; e o Brent para maio ganhava 6,44%, a US$ 114,30.