Europa: Bolsas caem firme com escalada da guerra no Irã e decisões do BCE e BoE

As principais bolsas europeias caíram firme nesta 5ª feira, em meio à escalada da guerra no Irã.

Israel lançou ataques contra o campo de gás iraniano de South Pars, levando Teerã a retaliar com mísseis contra o terminal de gás natural liquefeito (GNL) de Ras Laffan, no Catar.

Diante do cenário, o petróleo se mantém em alta, com o Brent chegando perto de US$ 120 o barril e o WTI superando a casa de US$ 100, ambos na máxima do dia.

No campo macroeconômico, os bancos centrais da região divulgaram suas decisões de política monetária, com o conflito no Oriente Médio dominando as perspectivas em relação ao crescimento e à inflação.

Tanto o BCE (Europa) quanto o BoE (Inglaterra) mantiveram os juros inalterados.

As gigantes da mineração Antofagasta e Fresnillo, listadas no FTSE 100, caíram mais de 8% cada.

Movimento é resultado do aumento dos temores de inflação e a alta dos preços da energia afetando as margens dos produtores.

No fechamento: Londres -2,35%; Frankfurt -2,82%; Paris -2,03%; e Stoxx 600 -2,37%, aos 583,73 pontos.

Hapvida vai da maior baixa à maior alta no pregão desta quinta-feira

Após ter registrado a maior baixa do Ibovespa, pouco depois da abertura do pregão, os papéis da Hapvida estão agora no topo da lista dos maiores ganhos do índice.

A companhia teve lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões no 4TRI, queda de 64,9% na comparação anual.

Em teleconferência de resultados, a empresa reconheceu desafios de execução em regiões mais competitivas, mas afirmou que a pressão sobre margens decorre de efeitos temporários.

Estratégia para 2026 prioriza retomada de crescimento, redução de custos e melhora de eficiência, com ajustes comerciais principalmente no Sul e Sudeste.

Plano inclui revisão da estrutura de custos, possíveis redimensionamentos ou fechamento de unidades e foco maior em experiência do cliente.

Há pouco, papel subia 8,65%, negociado a R$ 8,92, com cotação máxima de R$ 9,07 e mínima de R$ 7.

Giro das 12h: Bolsas despencam após decisões de juros pautadas pela incerteza da guerra

O Ibovespa cai a 178.740,60 pontos (-0,50%) em meio à percepção de que os riscos geopolíticos estão maiores, com os ataques iranianos à infraestrutura energética do Catar e da Arábia Saudita.

Decisões de juros estão no foco desde ontem.

Fed, BoJ, BoE e BCE mantiveram taxas e, no Brasil, o Copom anunciou um corte de 25 pb, menos do que o mercado esperava recentemente (50pb).

O BC brasileiro alertou que a alta dos preços de energia e commodities afasta projeções de inflação da meta de 3%.

Os bancos recuam (Itaú -0,61%; Bradesco -0,81%), Vale cede 1,35%, com minério, enquanto Petrobras faz o contraponto (ON +2,61%; PN +1,87%) limitando perdas no índice.

O petróleo chegou a bater quase US$ 120 o barril do Brent; há pouco subia a US$ 111,06 (+3,43%).

NY cai na incerteza sobre a estagflação da economia.

Dow Jones perde 0,78%; o S&P 500 recua 0,57% e o Nasdaq cai 0,63%, com a Micron (-1,99%) prevendo planos de gastos maiores, afetando pares como a Nvidia (-1,18%).

O FOMC projeta que não haverá cortes nas taxas de juros este ano, apesar do mercado de trabalho enfraquecido.

No câmbio, o DXY cede 0,42% (99,668) e aqui a moeda ganha 0,02%, a R$ 5,2479, após máxima de R$ 5,3147. Os juros futuros sobem, assim como os rendimentos dos Treasuries.