Petróleo oscila forte e fecha longe das máximas com sinalização de medidas dos EUA

Em uma sessão extremamente volátil, os contratos futuros de petróleo terminaram em direções opostas nesta 5ªF, marcada por ataques do Irã contra instalações de energia no Golfo, em retaliação pelo ataque israelense ao seu campo de gás de Pars Sul.

Trump afirmou que Israel agiu sem o conhecimento de Washington e que operações semelhantes não se repetiriam.

Na máxima do dia, o Brent ultrapassou a marca de US$ 119 o barril e o WTI rompeu a faixa de US$ 101.

Os desdobramentos do conflito e preocupações com a disparada da commodity levaram a outras manifestações de autoridades.

Os EUA sinalizaram que podem suspender sanções a parte do petróleo iraniano e o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que o governo Trump não planeja impor quaisquer restrições às exportações de petróleo ou gás.

O tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás, segue bloqueado em grande parte e Netanyahu afirmou há pouco que Israel está ajudando os EUA nas tentativas de reabri-lo.

Afirmou também que a campanha contra o Irã durará “o tempo que for necessário”.

Em paralelo, o Pentágono solicitou mais US$ 200 bilhões para financiar a guerra.

No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 1,18%, a US$ 108,65 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,19%, a US$ 96,14 por barril na Nymex.

Giro das 15h: Onda de cautela de BCs com a guerra pressiona bolsas e dólar; juros sobem

As bolsas seguem em baixa em NY (Dow Jones -0,80%; S&P500 -0,69%; Nasdaq -0,89%) em meio ao clima de incertezas causado pela guerra e pela alta do petróleo (Brent/maio +1,64%, a US$ 109,14; WTI/abril +0,73%, a US$ 97,02).

Sinalizações mais hawkish dos principais bancos centrais mundiais também motivam a fuga de ativos de risco.

Por aqui, o Ibovespa (-0,48%, aos 178.770 pontos) acompanha a tendência externa, mas Petrobras (ON +1,45%; PN +1,13%) mais uma vez ajuda a amortecer a queda.

O dólar à vista recua 0,22%, a R$ 5,2350, em linha com o enfraquecimento da divisa americana frente aos pares (DXY -0,69%, aos 99,384 pontos), após o BoE cogitar aumento dos juros no Reino Unido na sua próxima reunião.

A libra avança 1,02%, a US$ 1,3404.

Os juros futuros operam mistos, com os curtos (Jan/27 a 14,160%) se acomodando à decisão do Copom cortar a Selic em 0,25 pp, enquanto os longos (Jan/33 a 14,080%) seguem o estresse observado nos títulos americanos e de outros países.

Ouro desaba quase 6% com guerra no Irã pressionando inflação e mudando perspectiva de curto prazo

O ouro desabou nesta 5ªF, com os temores de inflação tomando conta dos mercados globais, enquanto a guerra dos EUA e Israel contra o Irã pode completar amanhã a terceira semana.

Os preços do petróleo e do gás seguem em disparada, após instalações de energia no Oriente Médio terem sido atingidas por ataques.

As incertezas sobre o impacto do conflito levaram diversos bancos centrais a manterem os juros inalterados nesta semana.

Depois do Fed nos EUA, ontem, hoje foi a vez do BoJ (Japão), BCE (Europa) e BoE (Inglaterra) anunciarem a mesma decisão.

Do ponto de vista técnico, analistas ouvidos pelo site Investinglive observam que o preço do metal precioso recuou de suas máximas históricas.

Desde que atingiu o pico próximo a US$ 5.416 a onça-troy, no fim de fevereiro, o ouro caiu aproximadamente 16,5%, marcando uma mudança relevante na tendência após uma forte valorização ao longo de 2025 e início de 2026.

“A movimentação sugere que os compradores podem ter se esgotado, com a realização de lucros entrando em ação após a agressiva alta de vários meses”, diz o site, ponderando que isso sinaliza uma possível mudança na tendência de curto prazo.

O contrato do ouro para abril fechou hoje em baixa de 5,93% na Comex, cotado a US$ 4.605,70 por onça-troy.