Juros futuros fecham mistos após decisões de BCs e declarações de Netanyahu sobre a guerra
Os juros futuros fecharam mistos nesta 5ªF, com as taxas curtas em baixa, se ajustando à sinalização do Copom, de pretende prosseguir com a “calibração” da Selic nas próximas reuniões.
Já as taxas longas ficaram bastante voláteis e terminaram a sessão em alta em relação aos ajustes de ontem, mas longe das máximas do dia.
O pico dos DIs ocorreu pela manhã, em meio à disparada do petróleo e às decisões de BCs europeus, com o BoE sinalizando que pode subir os juros no Reino Unido na próxima reunião se a guerra continuar impulsionando o petróleo.
De tarde, as taxas se acomodaram, junto com o alívio no preço da commodity, após declarações de Benjamin Netanyahu, de que não voltará a atacar instalações de energia do Irã após pedido de Trump e que ajudará os EUA a abrir o Estreito de Ormuz.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,095% (de 14,154% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,675% (13,644%); Jan/31 a 13,825% (13,796%); e Jan/33 a 13,885% (13,842%).
Fechamento: Ibovespa sobe e retoma os 180 mil pontos com apoio de bancos; dólar cai a R$ 5,21
Em mais uma sessão volátil, com as bolsas mundo afora reagindo às mensagens de cautela dos bancos centrais diante da guerra no Irã, o Ibovespa terminou no azul.
O índice reagiu na última hora de pregão e fechou com alta de 0,35%, aos 180.270,62 pontos, no “day after” do corte de 0,25 pp da Selic, para 14,75% ao ano.
O giro foi forte, de R$ 38,1 bilhões.
Israel prometeu atender o pedido de Trump de não atacar mais a infraestrutura energética do Irã, o que mexeu com os futuros do petróleo, que passaram a cair.
Entre as blue chips, Petrobras recuou (PN -0,47%, a R$ 46,78; e ON -0,12%, a R$ 51,57), assim como a Vale (-0,65%; R$ 76,63) – em linha com o minério de ferro (-0,55%).
Os principais bancos ficaram majoritariamente no terreno positivo: Santander +1,151% (R$ 29,99), BB +0,43% (R$ 23,51), Itaú PN +0,71% (R$ 42,58) e Bradesco PN +0,05% (R$ 18,64). A exceção foi BTG, que caiu 0,59% (R$ 55,11).
Hapvida disparou 14,98% (R$ 9,44), maior alta do índice, após o papel abrir em queda de 10%. Segundo o Valor, a família Pinheiro, dona da empresa, costuma comprar ações em momentos de alta volatilidade.
Natura ficou em segundo com +4,28% (R$ 9,75), acompanhada de Eneva (+3,90%; R$ 25,30).
Na outra ponta, Minerva foi a que mais caiu (-10,70%; R$ 3,84), após o balanço trimestral, seguida de Brava (-4,33%; R$ 17,47) e Vamos (-2,87%; R$ 3,38).
O dólar à vista recuou 0,59%, para R$ 5,2156.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,35% | 180.270,62 pts
▫️ DOW JONES: -0,44% | 46.021,92 pts
▫️ S&P500: -0,27% | 6.606,50 pts
▫️ NASDAQ: -0,28% | 22.090,69 pts
▫️ DÓLAR: -0,59% | R$ 5,2156
▫️ EURO: -0,08% | R$ 6,0396
▫️ BITCOIN: -1,33% | US$ 70.290,00
Dólar termina em baixa, após sessão volátil com guerra e decisões de BCs
O dólar à vista fechou em baixa, após uma sessão de intensa volatilidade nesta 5ªF, reagindo a notícias da guerra e às decisões de política monetária dos principais bancos centrais, que se mostraram preocupados com o conflito e atentos às pressões inflacionárias decorrentes da alta do petróleo.
Perto do fechamento, a moeda engatou forte queda e bateu na mínima do dia com as declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de que está ajudando os EUA a abrir o Estreito de Ormuz.
Ele afirmou que a campanha contra o Irã durará o tempo que for necessário e que o país não tem mais capacidade para enriquecer urânio ou fabricar mísseis balísticos após 20 dias de guerra.
Ele também prometeu atacar os líderes iranianos e iniciar ataques por terra em breve.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,2156, após oscilar entre R$ 5,2030 e R$ 5,3147.
Às 17h04, o dólar futuro para abril recuava 0,58%, a R$ 5,2310.
Lá fora, o índice DXY caía 0,83%, para 99,225 pontos.
O euro subia 1,07%, a US$ 1,1587. E a libra ganhava 1,26%, a US$ 1,3436.