Bolsas asiáticas fecham mistas em meio à volatilidade do petróleo

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, com os investidores lidando com a forte volatilidade do petróleo, impulsionada pela escalada das tensões no Oriente Médio, enquanto a China manteve inalteradas suas taxas de juros.

O KOSPI da Coreia do Sul subiu 0,31%, pelos ganhos do setor de tecnologia e, no Japão, feriado nacional fechou os mercados. Na China, Xangai caiu -1,24% e o Shenzhen, -0,25%. O Hang Seng de Hong Kong caiu 0,88%.

O BC chinês manteve suas taxas inalteradas, com a taxa de empréstimo de um ano mantida em 3% e a de cinco anos, que influencia o preço das hipotecas, em 3,50%, em linha com as expectativas do mercado.

Em Taiwan, o Taiex caiu -0,43%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio parcial dos mercados após sinais de possível encurtamento do conflito no Oriente Médio e liberação maior de reservas de petróleo. O Brent recuou, mas seguiu acima de US$ 100, mantendo o prêmio de risco elevado. Bolsas globais fecharam em queda, com cautela sobre inflação e juros mais altos por mais tempo. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,35% aos 180 mil pontos e o dólar caiu 0,59% a R$ 5,21, com apoio do exterior e atuação do Banco Central.

Vai rolar: Dia fraco tem PPI da Alemanha e decisão de juros na Rússia

[20/03/26] O PBoC chinês se tornou o oitavo BC a manter os juros inalterados nas últimas pouco mais de 24 horas, no contexto da guerra que ninguém sabe quando vai terminar.

O petróleo quase rompeu US$ 120 ontem, antes que o noticiário positivo na reta final do pregão esvaziasse a pressão. No final da noite de ontem, o barril caía, apesar de a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã ter anunciado uma nova onda de ataques contra Israel. Não dá para confiar na queda da commodity como tendência, porque a volatilidade tem sido a marca registrada no momento.

Por aqui, a boa notícia é que os caminhoneiros resolveram suspender por uma semana a ameaça de greve nacional, enquanto articulam com o governo federal o cumprimento das regras mais duras do frete, em meio ao rali do preço do diesel.

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