Giro das 15h: Ibovespa perde fôlego após testar os 192 mil pontos; NY sobe antes do balanço da Nvidia
O Ibovespa opera de lado (-0,03%, aos 191.433 pontos) neste momento, com ações de varejo (GPA -5,11%; Magalu -3,16%) e de bancos (Santander Unit -2,54%; Itaú PN -0,89%) pesando sobre o índice.
A sessão começou em alta, com a bolsa testando os 192.623 pontos na nova máxima histórica intradiária.
Pela manhã, o resultado da pesquisa Atlas Intel mostrando um cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro deu o tom da euforia do mercado.
Apesar da indecisão da bolsa nesta tarde, o fluxo externo segue presente, com o dólar à vista em baixa pelo 5º dia seguido (-0,52%, a R$ 5,1286).
Já os juros futuros operam mistos, com os vencimentos curtos (DI Jan/27 a 12,235%) estáveis e longos (Jan/33 a 13,215%) apontando para baixo.
Em NY, as bolsas seguem em alta (Dow Jones +0,63%; S&P500 +0,75%; Nasdaq +1,16%), enquanto os investidores aguardam o resultado da Nvidia (+2,31%) após o fechamento do mercado.
Europa: Bolsas sobem balanços, apoiadas em tecnologia e bancos
As principais bolsas europeias fecharam em alta nesta 4ª feira, atingindo novas máximas.
O pregão desta terça-feira foi bastante movimentado, por conta da safra de balanços corporativos, além da divulgação de dados macroeconômicos.
O comportamento vem no embalo da recuperação das bolsas norte-americanas, com impulso dos setores de tecnologia e bancário.
Os investidores globais monitoram também os desdobramentos da nova política tarifária de Trump, além das tensões geopolíticas.
Há também expectativas quanto ao demonstrativo da Nvidia, que sai hoje após o fechamento em NY.
Entre os destaques de resultados hoje está o HSBC, cujo lucro anual superou as expectativas e as ações subiram 7,45%.
Do lado negativo, os papéis da Diageo, maior fabricante de bebidas destiladas do mundo, desabaram 13,6% após a companhia cortar dividendos e reduzir projeções de lucro.
Na seara econômica, a inflação anual da zona do euro foi confirmada em 1,7% em janeiro, abaixo dos 2,0% em dezembro e marcando o nível mais baixo desde setembro de 2024.
Somente na Alemanha, o PIB do 4TRI25 cresceu 0,3%, confirmando as estimativas preliminares, reagindo à estagnação no trimestre anterior.
No fechamento: Londres +1,18%; Frankfurt +0,76%; Paris +0,47%; e Stoxx 600 +0,69%, aos 633,48 pontos.
Giro das 12h: Vale limita perdas do Ibovespa após índice subir à máxima de 192 mil pontos
Após máxima recorde a 192.623,56, o Ibovespa cai à mínima de 190.964,16 (-0,27%), com a virada nas cotações do petróleo.
Cotação pesa sobre Petrobras (ON -0,70%; PN -0,94%) e foi provocada por notícia de que a OPEP+ deve considerar, no domingo, aumento da produção de petróleo em 137 mil barris por dia em abril.
Já Vale (+1,24%) segue o minério de ferro em alta e limita perdas.
Em NY, as bolsas aguardam em alta (Dow Jones +0,31%; S&P 500 +0,60% e Nasdaq +0,79%) o balanço da Nvidia (+1,43%).
Os números da companhia têm potencial de sinalizar a demanda por IA, em sessão positiva para empresas do setor como um todo.
As tarifas seguem no radar, com o representante do comércio norte-americano anunciando que a proclamação das taxas de 15% sai essa semana.
O DXY chegou a subir a 98 pontos na máxima e agora se estabiliza a 97,848 (+0,01%).
Preocupações com a persistência da inflação e falas mais duras dos Fed boys levaram os operadores a esfriar as apostas em um próximo corte de juros, deixando os rendimentos dos Treasuries em alta.
Aqui, notícia de empate entre Lula e Bolsonaro apoiou a queda das taxas de juros, que agora estão perto do ajuste, enquanto o dólar cai a R$ 5,1517 (-0,07%).