Cyrela fica entre as maiores baixa, mesmo após resultado positivo

As ações ON e PN da Cyrela estão entre as maiores baixas do Ibovespa desde o início do pregão desta sexta-feira.

Isso acontece mesmo após casas de análise terem avaliado os resultados do 4TRI como sólidos.

O mercado, porém, parece estar levando em conta uma alteração feita pela companhia.

A construtora só contabilizava vendas após um período mínimo ou quando os projetos atingiam determinado nível de comercialização.

Agora, porém, passou a antecipar esse reconhecimento assim que decide seguir com os empreendimentos.

Isso inflou a receita do trimestre, mas levanta dúvidas sobre a recorrência desse desempenho.

Além disso, o segmento de média e alta renda, segmento da companhia, enfrenta ambiente mais desafiador, com juros ainda elevados e demanda mais seletiva.

Há pouco, Cyrela ON recuava 5,35% (R$ 25,66) e Cyrela PN tinha baixa de 5,33% (R$ 24,17).

Giro das 12h: Ibovespa cai forte e deve fechar semana em queda, em sessão de aversão ao risco global

O Ibovespa saiu de 180.262,23 pontos na abertura para 177.306,72 pontos há pouco (-1,64%).

A sessão é de exercício de opções sobre ações e de fuga do risco nos mercados globais, por temores sobre o conflito no Oriente Médio.

A possibilidade de aumento da inflação pode tirar de cena os cortes de juros, com os mercados já apostando em provável alta da taxa pelo Fed este ano.

No Ibovespa, apenas Cemig (+2,38%) subia perto do meio-dia.

Os bancos caem cerca de 1,5%, enquanto Vale perde 1,34%, a despeito do minério, e Petrobras recua mais de 2% em um dia instável para o petróleo.

A indicação norte-americana de suspender as sanções ao petróleo iraniano é vencida pela escalada da guerra.

Isso acontece em meio às notícias de que o Pentágono está enviando três navios de guerra e milhares de fuzileiros navais para o Oriente Médio.

Em NY, as bolsas caem (Dow Jones -0,56%; S&P 500 -0,90% e Nasdaq -1,26%), mirando a estagflação.

O pregão é marcado pelo vencimento triplo de opções, de cerca de US$ 5,7 trilhões, aumentando a instabilidade.

Na busca por segurança antes do fim de semana, o DXY avança 0,53%, em patamar alto de 99,757 pontos, e os rendimentos dos Treasuries sobem em toda a curva.

Aqui, o dólar avança a R$ 5,2939 (+1,50%) e os juros futuros sobem entre 24 e 40 pontos.

Abertura: Dólar e juros avançam com guerra elevando incerteza sobre inflação e aperto monetário

Dólar e juros sobem acompanhando o exterior, em sessão de agenda mais esvaziada e preocupação com a inflação impulsionada pelo choque do petróleo.

A commodity cede hoje levemente, mas o Brent segue acima de US$ 100 o barril, em US$ 108,47 (-0,17%). 

Há pouco, a moeda avançava contra o real a R$ 5,2617 (+0,88%) e os juros subiam entre 18 e 28 pontos.

A moeda norte-americana aproveita a busca por segurança. O DXY se mantém nos 99 pontos (99,496), em alta de +0,27%, com o euro caindo a US$ 1,15576 (-0,25%).

O BCE manteve juros estáveis e o mercado especula que a Europa pode começar a discutir aumentos de taxas na próxima reunião.

O BoE, que também manteve as taxas inalteradas, provocou grande queda nos títulos do governo ao se dizer “pronto para agir”, levando à precificação de +80 pb nas taxas este ano. 

Projeções ainda apontam para um corte de juros pelo Fed, mas as autoridades destacaram a incerteza em torno do impacto econômico do conflito e sinalizaram riscos de alta para a inflação.

Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos sobem a 4,32%.