Juros futuros disparam com sequência da guerra e chance do Fed subir taxa nos EUA; possível delação de Vorcaro também preocupa

Os juros futuros passaram por forte ajuste de alta nesta 6ªF, acompanhando a disparada do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, em uma combinação de piora de riscos internos e externos.

Lá fora, o mercado fugiu de ativos de risco e buscou proteção antes do fim de semana, diante da continuidade da guerra e de que Trump está se preparando para iniciar ataques ao Irã com tropas por via terrestre.

O mercado também ajustou as expectativas para o Fed, com a manutenção dos juros até o fim do ano se tornando aposta majoritária, mas a chance de uma alta ainda em 2026 emergindo entre as possibilidades.

Por aqui, embora uma greve de caminhoneiros tenha sido descartada pelo menos até o fim da semana que vem, o ambiente político se deteriorou bastante com a informação de que Daniel Vorcaro assinou compromisso para realizar uma delação premiada.

No fechamento, o contrato para janeiro de 2027 marcava 14,420% (de 14,014% no ajuste anterior); Jan/29 a 14,110% (13,583%); Jan/31 a 14,145% (13,765%); e Jan/33 a 14,130% (13,833%).

Fechamento: Ibovespa perde os 177 mil pontos e cai 0,8% na semana com fuga dos riscos internos e externos

O Ibovespa caiu firme nesta 6ªF, com o mercado optando por fugir do risco e realizar lucros em alguns papéis, diante cenário conturbado aqui e lá fora.

A guerra no Irã traz preocupações globais, enquanto na seara doméstica as atenções se voltam para os potenciais impactos negativos de uma de uma possível delação premiada de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master. O índice fechou em baixa de 2,25%, aos 176.219,40 pontos, com giro forte, de R$ 49,5 bilhões, em dia de vencimento de opções sobre ações.

Na semana, o indicador acumulou perda de 0,81%.

Entre as blue chips, Petrobras ignorou a disparada o petróleo queimou gordura hoje (ON -2,39%, a R$ 50,34 e PN -2,37%, a R$ 45,67).

Vale foi na contramão do minério (+1,05%) e também caiu (-1,41%; R$ 75,55).

Os bancos foram na mesma direção: BTG -4,30% (R$ 52,74), Santander -2,47% (R$ 29,25), Itaú PN -1,75% (R$ 41,55) e Bradesco PN -1,66% (R$ 18,33).

Braskem PNA liderou as perdas do Ibovespa com -14,21% (R$ 10,20), seguida de Cyrela (PN -8,93, a R$ 23,25 e ON -7,60%, a R$ 25,05), após balanço trimestral.

Na outra ponta, Prio seguiu o petróleo e liderou com +3,14% (R$ 67,89), acompanhada de Vivara (+2,20%, máxima de 25,59) e Yduqs (+1,38%; R$ 10,27).

O dólar fechou em alta de 1,79%, a R$ 5,3092.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -2,25% | 176.219,40 pts

▫️ DOW JONES: -0,96% | 45.577,47 pts

▫️ S&P500: -1,51% | 6.506,48 pts

▫️ NASDAQ: -2,01% | 21.647,61 pts

▫️ DÓLAR: +1,79% | R$ 5,3092

▫️ EURO: +1,61% | R$ 6,1379

▫️ BITCOIN: -0,47% | US$ 70.179,00

Dólar dispara com busca por proteção antes do fim de semana em meio à guerra e delação de Vorcaro

O dólar à vista registrou forte alta diante do real, em meio ao aumento das preocupações, no ambiente doméstico, com os possíveis impactos de uma delação de Daniel Vorcaro.

O tema ganhou relevância nesta 6ªF por causa da transferência do ex-banqueiro do Master para a sede da PF em Brasília e pela informação, de fontes da Bloomberg, de que ele assinou um acordo de colaboração com as investigações.

Lá fora, o dólar também subia frente aos pares, com o clima de aversão ao risco se acentuando ao longo da tarde, após informação apurada pela CBS, de que o Pentágono prepara o envio de tropas para uma incursão terrestre no Irã.

O mercado também embutiu no câmbio a maior probabilidade do Fed subir em vez de cortar os juros neste ano por causa dos efeitos inflacionários da guerra.

O dólar à vista fechou em alta de 1,79%, a R$ 5,3092, após oscilar entre R$ 5,2342 e R$ 5,3262. Na semana, a moeda acumulou leve baixa de 0,13%.

Às 17h07, o dólar futuro para abril subia 1,64%, a R$ 5,3240.

Lá fora, o índice DXY subia 0,35%, para 99,587 pontos.

O euro caía 0,23%, para US$ 1,1559. E a libra perdia 0,74%, a US$ 1,3334.