Juros futuros queimam prêmios após petróleo derreter com Trump buscando fim da guerra

Na véspera da Ata do Copom, os juros futuros queimaram boa parte dos prêmios acumulados no fim da semana passada, com Donald Trump sinalizando uma trégua na guerra, embora o Irã tenha negado qualquer negociação com os americanos por um acordo de paz.

As taxas reagiram principalmente ao petróleo, que derreteu 10% e quase fechou abaixo dos US$ 100 o barril, interrompendo a escalada das últimas semanas e abrindo uma esperança de que seus efeitos inflacionários sejam temporários, caso a commodity siga caindo nos próximos dias.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,150% (de 14,377% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,765% (14,075%); Jan/31 a 13,870% (14,110%); e Jan/33 a 13,920% (14,107%).

Fechamento: Ibovespa sobe forte e encosta nos 182 mil pontos com alívio global; dólar cai a R$ 5,24

O Ibovespa subiu forte nesta 2ªF, na esteira da volta do apetite por risco nas bolsas de NY, alimentado por declarações de Trump, de que teve “conversas boas e produtivas” para uma negociação de paz com o Irã – que nega qualquer diálogo.

O índice fechou em alta de 3,24%, aos 181.931,93 pontos, com giro de R$ 32,3 bilhões.

As blue chips subiram em bloco, com destaque para os bancos: BTG +4,72% (R$ 55,23); Bradesco ON +3,98% (R$ 16,44) e PN +3,66% (R$ 19,00); Santander +3,11% (R$ 30,16), BB +2,97% (R$ 23,96) e Itaú PN +2,96% (R$ 42,78).

A Vale também apresentou ganho (+2,57%; R$ 77,49), superando com folga o minério de ferro (+0,92%), enquanto a Petrobras contrariou a queda de cerca de 10% do petróleo e avançou (PN +0,79%, a R$ 46,03; e ON +0,68%, a R$ 50,68).

Outra petroleira, a Prio (-2,84%; R$ 65,96), sentiu o peso da commodity e terminou com a única queda do Ibovespa.

Do lado positivo, MBRF ficou no topo com +14,34% (R$ 18,98), seguida de Localiza (+10,43%; R$ 45,00) e Vamos (+9,72%; R$ 3,50), em dia de queda importante dos juros futuros.

O dólar à vista caiu 1,29%, para R$ 5,2407.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +3,24% | 181.931,93 pts

▫️ DOW JONES: +1,38% | 46.208,47 pts

▫️ S&P500: +1,15% | 6.581,00 pts

▫️ NASDAQ: +1,38% | 21.946,76 pts

▫️ DÓLAR: -1,29% | R$ 5,2407

▫️ EURO: -0,86% | R$ 6,0889

▫️ BITCOIN: +3,65% | US$ 70.705,00

Dólar corrige excessos de 6ªF e retorna a R$ 5,24 com Trump sinalizando negociação com Irã para encerrar a guerra

O dólar à vista devolveu nesta 2ªF boa parte da alta registrada na 6ªF, com investidores reduzindo as posições defensivas e voltando a comprar ativos de riscos nas bolsas após as declarações dadas por Donald Trump pela manhã.

Após realizar uma série de ameaças de ataque a instalações de energia no Irã durante o fim de semana, o presidente americano mudou radicalmente o tom sobre a guerra e disse vai suspender os ataques a estruturas de energia do Irã por 5 dias, diante de uma suposta negociação para o fim do conflito.

O governo iraniano negou que esteja mantendo qualquer conversa com os americanos, mas os investidores preferiram acreditar na versão de Trump.

A agenda doméstica esvaziada hoje, na véspera da Ata do Copom e em semana de IPCA-15, colaborou para o dólar por aqui seguir o comportamento da divisa lá fora.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,29%, a R$ 5,2407, após oscilar entre R$ 5,2157 e R$ 5,3142. Às 17h06, o dólar futuro para abril recuava 0,89%, a R$ 5,2495. L

á fora, o índice DXY caía, 0,53%, para 99,116 pontos.

O euro subia 0,36%, para US$ 1,1613. E a libra tinha alta de 0,66%, a US$ 1,3430.