Petróleo fecha sem direção única à espera de reunião EUA-Irã, de olho na Opep+

Os contratos futuros de petróleo fecharam mistos nesta 4ªF, na véspera de uma nova reunião entre EUA e Irã, em Genebra, para discutir um possível acordo nuclear.

Ontem, Trump disse que prefere um entendimento, mas que “jamais permitirá” que o país tenha uma arma do tipo.

O dia teve ainda importantes manifestações da Opep+.

O cartel disse que os crescentes riscos de conflito no Oriente Médio estão obscurecendo as perspectivas e atrapalhando o plano de ação antes da reunião de domingo que vem.

O grupo deverá considerar um aumento na produção de 137 mil barris por dia em abril, segundo fontes da Reuters.

Em paralelo, a Arábia Saudita estaria aumentando sua produção e exportações de petróleo como parte de um plano de contingência caso um ataque dos americanos a Teerã interrompa o fornecimento na região.

De pano de fundo, seguem as incertezas quanto à nova política tarifária de Trump.

O contrato do Brent para abril fechou com leve alta de 0,11%, a US$ 70,85 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês caiu 0,32%, a US$ 65,42 por barril na Nymex.

Fluxo leva dólar a R$ 5,12, na 5ª queda seguida

O dólar à vista registrou a 5ª sessão consecutiva de queda diante do real nesta 4ªF, mais uma vez apoiado pela entrada de capital estrangeiro, principalmente em direção à bolsa.

Os números mais recentes da B3 mostram que fluxo gringo está positivo em R$ 12,2 bilhões neste mês e já acumula entrada de R$ 38,5 bilhões na bolsa neste ano.

Os dadosdo BC, por sua vez, mostraram saldo positivo pelo canal financeiro de US$ 2,095 bilhões na semana passada, mais curta por causa do carnaval.

No ano, o fluxo total do BC, considerando também o saldo comercial, mostra entrada líquida de US$ 8,426 bilhões.

Em relatório a clientes, o JP Morgan estima que cerca de US$ 11 bilhões ainda podem entrar na bolsa em 2026.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,1252, após oscilar entre R$ 5,1191 e R$ 5,1672.

Às 17h05, o dólar futuro para março recuava 0,67%, a R$ 5,1280. Lá fora, o índice DXY perdia 0,16%, aos 97,690 pontos.

O euro subia 0,28%, para US$ 1,1807. E a libra ganhava 0,42%, a US$ 1,3551.

Ouro sobe com tensões geopolíticas e tarifas; problema técnico suspende operações

O ouro avançou na sessão de hoje, impulsionado pela demanda por ativos seguros em meio às tensões no Oriente Médio, às vésperas de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo nuclear, além de temores quanto à política tarifária de Trump.

Minutos antes do fechamento do pregão, a CME Group, que controla a Comex, informou que problemas técnicos afetaram os negócios nos mercados de futuros e opções de metais e gás natural.

Com isso, algumas ordens foram canceladas.

Por volta das 15h, quando as operações foram suspensas, o contrato do metal precioso para abril subia 0,97%, cotado a US$ 5.226,40 por onça-troy.