Bolsas asiáticas fecham em alta, mas cautela permanece em meio aos sinais contraditórios sobre a desescalada no Irã
As bolsas asiáticas subiram, mas abaixo das máximas intradiárias por sinais conflitantes sobre a desescalada na guerra. Trump afirmou que os EUA mantiveram conversas “positivas” com o Irã, que nega.
Os ataques no Oriente Médio continuavam hoje e o petróleo se recupera. Nikkei subiu 1,43%, após CPI no ritmo mais lento em quase quatro anos em fevereiro, enquanto a inflação subjacente ficou abaixo da meta de 2% do BoJ. As expectativas são de aumento de juros, considerando que os subsídios do governo expiram em abril.
Já o PMI japonês mostrou que a atividade manufatureira cresceu em um ritmo mais lento do que o esperado no início de março, enquanto Serviços também desacelerou.
O KOSPI da Coreia do Sul subiu 2,74%, após registrar alta de 4,5%, com investidores temendo um BC mais agressivo. Shenzhen e Xangai, na China, subiram 1,43% e 1,78%, respectivamente, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 2,79%. O Taiex, em Taiwan, subiu 0,34%.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta o alívio nos mercados globais após sinais de distensão entre Estados Unidos e Irã, que derrubaram o petróleo em quase 10% e reduziram a aversão ao risco. Bolsas em Nova York subiram mais de 1%, com queda do dólar e dos Treasuries. No Brasil, o Ibovespa avançou 3,24%, aos 181.931 pontos, juros fecharam mais de 30 pontos-base e o dólar caiu a R$ 5,24. Hoje, destaque para a ata do Copom e PMIs na Europa e nos EUA.
Vai rolar: Ata do Copom, pesquisa eleitoral, arrecadação e PMIs globais
[24/03/26] Os negócios globais vibraram ontem com a trégua temporária ordenada por Trump, que prometeu adiar os ataques contra usinas e a infraestrutura energética do Irã por cinco dias.
Depois Teerã desmentiu negociações diplomáticas para o fim da guerra e o barril voltou a saltar na madrugada para perto de US$ 105, após furar US$ 100 mais cedo. Sem a garantia de que o conflito vai terminar, é cedo para contar com um alívio confiável da commodity.
No meio das reviravoltas geopolíticas, o investidor tem hoje para ler a ata do Copom (8h). A agenda do dia reserva ainda a arrecadação de fevereiro (11h) e a pesquisa eleitoral Atlas Intel para presidente (sem horário confirmado).