MBRF opera em alta, após ter liderado os ganhos do Ibovespa ontem

As ações do MBRF sobem 1,21%, negociadas a R$ 19,21 neste início de tarde.

Ontem, os papéis do frigorífico subiram 15,18%, liderando os ganhos do Ibovespa.

Analistas dizem que forte alta das ações no pregão de segunda-feira foi resultado da perspectiva de trégua na guerra no Oriente Médio, já que a companhia possui exposição relevante à região.

Em março, os papéis da empresa acumulam perda de mais de 7% e, nos últimos 30 dias, de mais de 6%.

Giro das 12h: Ibovespa sobe com apoio de Petrobras em sessão de recuperação do petróleo

O Ibovespa oscilou entre 182.324,06 e 179.914,53, operando há pouco perto da estabilidade em 182.091,89 pontos (+0,09%).

As petroleiras aproveitam a recuperação dos contratos futuros do petróleo, que avançam entre 3% e 4%.

Petrobras ON sobe 3,35% e PN tem ganho de 3,71%; Vale avança 0,68%, enquanto os bancos caem (Bradesco PN -0,95%, Itaú -0,09%).

As preocupações com a oferta de energia voltaram com os ataques do Irã.

O país continua negando que esteja em negociações com os EUA sobre o fim da guerra, enquanto Trump cumpre o prometido de adiar ataques por cinco dias.

Mais cedo, a ata do Copom apontou que a guerra poderia impedir os cortes de juros de maior magnitude esperados para 2026.

Em NY, as bolsas devolveram parte das perdas da abertura, mantendo-se em queda por riscos de estagflação.

Há pouco Dow Jones cedia 0,01%; o S&P 500 recuava 0,16% e Nasdaq um pouco mais, registrando perda de 0,49%, com as big techs sentindo a exposição a custos de crédito.

A aversão ao risco sustenta alta generalizada do dólar e dos rendimentos. O DXY sobe a 0,36% (99,304) e, aqui, a moeda norte-americana ganha 0,37%, a R$ 5,2603.

Abertura: Dólar e juros avançam com incerteza sobre desescalada na guerra

Dólar e juros sobem globalmente em meio à incerteza sobre os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra no Irã.

O WSJ noticiou que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos já estão perto de entrar no conflito.

Já o Irã segue atacando bases norte-americanas e mantendo a narrativa de que não há negociações em andamento com os EUA.

O petróleo sobe em torno dos 4% a 5%, alta que poderia ser maior se não fosse a suspensão de cinco dias dos ataques dos EUA à infraestrutura energética iraniana.

A perspectiva de pressão sobre a inflação azeda chances de queda de juros este ano pelo Fed, que indicou corte de 0,25 pp em 2026.

Aqui, ata do Copom reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária.

Segundo o texto, os passos futuros do processo de calibração da Selic podem “incorporar novas informações” sobre os conflitos e seus “efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

O DXY sobe 0,53% (99,478) e os rendimentos da Note de 10 anos a X. Aqui, a moeda avança a R$ 5,2711 (+0,58%).