Ouro fica praticamente estável frente a incertezas com a guerra e temor de inflação
O ouro terminou praticamente estável nesta 3ªF, após atingir a mínima em quatro meses (US$ 4.097,99) na sessão de ontem, com os investidores monitorando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.
Após sucessivas declarações de Trump de que haveria um princípio de diálogo para o fim do conflito, os iranianos seguem negando todas as versões e, hoje, fontes da CNN disseram que Washington iniciou uma aproximação com o Irã, mas nada chegou ao nível de negociações.
Enquanto isso, o Irã começou a cobrar taxas de até US$ 2 milhões por viagem de algumas embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, diz a Bloomberg.
A tensão fez o petróleo voltar a subir e, há pouco, os preços avançavam cerca de 4,5%, reacendendo preocupações inflacionárias e a perspectiva de manutenção de juros, ou até alta, por parte das principais economias mundiais.
A alta do dólar frente a pares (DXY +0,59% há pouco) também pressiona a commodity.
O contrato do ouro para abril fechou com leve baixa de 0,12% na Comex, cotado a US$ 4.402,00 por onça-troy.
Bolsas europeias fecham majoritariamente em alta com indicações divergentes sobre guerra
As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, pelo segundo pregão consecutivo.
Os ganhos foram registrados em meio a um noticiário ainda bastante divergente sobre um eventual acordo para encerrar a guerra no Irã.
Depois de fortes ameaças no fim de semana, Trump surpreendeu ontem com declarações de que tivera conversas “muito boas e produtivas” com Teerã para um entendimento.
O governo do Irã negou prontamente as afirmações, que chamaram de “notícias falsas”.
Hoje, a Bloomberg noticiou que o Irã começou a cobrar taxas de até US$ 2 milhões por viagem de algumas embarcações comerciais que passam pelo Estreito de Ormuz.
Os preços do petróleo voltaram a subir e, há pouco, apresentavam ganho próximo de 4%.
No campo macroeconômico, o dia teve a divulgação do PMI composto preliminar da zona do euro, que caiu para 50,5 em março, de 51,9 em fevereiro, abaixo das expectativas de 51,0.
No fechamento: Londres +0,72%; Frankfurt -0,07%; Paris +0,23%; e Stoxx 600 +0,46%, aos 579,44 pontos.
Embraer recua, um dia depois da anunciar novo pedido de aérea da Finlândia
As ações da Embraer estão entre as maiores baixas do Ibovespa nesta terça-feira, além de fazerem parte da lista das mais negociadas da B3.
Ontem, a companhia informou que a finlandesa Finnair encomendou até 46 jatos E195-E2.
Desses, 18 são pedidos firmes, além de opções e direitos de compra, em um contrato que pode chegar a US$ 4 bilhões a preços de lista.
Embora a encomenda tenha sido bem recebida por casas de análise, a escalada dos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, levantou questões no mercado.
Para o BTG, em um ambiente de petróleo mais caro por mais tempo, novos pedidos tendem a ser mais seletivos, priorizando aeronaves com maior eficiência energética.
Esses pedidos tendem a ter prazos de entrega mais curtos, o que pode limitar o ritmo de crescimento adicional da carteira.
Há também espaço para pressões pontuais nos resultados, principalmente ligadas a efeitos inflacionários e custos mais elevados ao longo da cadeia, avalia o banco.
Há pouco, papel caía 2,48%, negociado a R$ 75,44.