Dólar sobe em meio a incertezas sobre próximos capítulos da guerra
O dólar à vista fechou em alta diante do real, acompanhando a tendência de valorização da moeda americana no exterior, em meio a um cenário de maiores incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.
Investidores monitoraram informações desencontradas, com Trump afirmando que o Irã está disposto a negociar um cessar-fogo, enquanto o governo de Teerã nega as conversas.
Além disso, segundo a imprensa americana, os EUA preparam um ataque por terra, com tropas de paraquedistas, que estariam se posicionando para agir nos próximos dias.
No cenário doméstico, o mercado avaliou a Ata do Copom como cautelosa, deixando em aberto os próximos passos do BC sobre o ciclo de cortes da Selic.
O dólar à vista fechou em alta de 0,28%, a R$ 5,2553, após oscilar entre R$ 5,2431 e R$ 5,2796. Às 17h08, o dólar futuro para abril subia 0,27%, a R$ 5,2605.
Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,47%, aos 99,414 pontos.
O euro recuava 0,27%, a US$ 1,1584. E a libra perdia 0,40%, a US$ 1,3381. (Téo Takar)
Petróleo volta a subir forte com dúvidas sobre negociações entre EUA e Irã
Os contratos futuros de petróleo tiveram altas firmes nesta 3ªF, reagindo parcialmente à derrocada de ontem, com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
Trump repetiu há pouco que os iranianos teriam concordado em não ter mais armas nucleares e afirmou estar negociando “com as pessoas certas” um possível acordo de paz, enquanto autoridades de Teerã continuam negando tais conversas, embora admitam sondagens de intermediários.
Em meio às informações desencontradas, o Irã teria começado a cobrar taxas de até US$ 2 milhões por viagem de algumas embarcações que passam pelo Estreito de Ormuz, conforme a Bloomberg.
No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 4,55%, a US$ 104,49 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 4,79%, a US$ 92,35 por barril na Nymex.
Giro das 15h: Bolsas recuam, enquanto petróleo dispara e dólar sobe, com Irã resistente a negociar acordo de paz
As bolsas americanas ampliaram a queda nesta tarde (Dow Jones -0,17%; S&P500 -0,40%; Nasdaq -0,95%), reagindo ao avanço do petróleo (Brent +4,67%, a US$ 104,61; WTI +5,37%, a US$ 92,86), que por sua vez reflete as notícias de que o Irã segue resistente nas negociações de um acordo de paz.
Segundo a Bloomberg, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão perdendo a paciência com o Irã e consideram entrar em guerra. A Decisão poderá se concretizar se o governo de Teerã cumprir suas ameaças de atacar infraestruturas vitais de energia e água do Golfo.
No cenário doméstico, o Ibovespa (-0,26%, a 181.458 pontos) acompanha o exterior, enquanto o mercado absorve a Ata do Copom, que mostrou um BC mais cauteloso e evitando sinalizar os próximos passos.
Os juros futuros sobem, especialmente entre os vencimentos longos (Jan/27 a 14,240%; Jan/33 a 14,125%), assim como o dólar à vista (+0,56%, a R$ 5,2693), que reflete o clima de maior aversão ao risco global, mesmo após intervenção surpresa do BC, que injetou US$ 1 bilhão no mercado nesta tarde por meio de um leilão de linha.