Vai rolar: Lagarde, Miran e balanço da JBS

[25/03/26] Na reta final do pregão, os relatos na imprensa internacional de que o governo Trump enviou ao Irã um plano de cessar-fogo por um mês e que uma reunião entre os dois lados já poderia acontecer amanhã provocaram melhora instantânea nos mercados futuros.

Teerã tentou baixar os ânimos, ameaçando bombardear todo o Golfo Pérsico caso os americanos decidam por uma invasão terrestre.

Apesar de o ambiente para as potenciais negociações continuar pesado e pouco confiável para uma aposta certa em um desfecho positivo, o petróleo derretia mais de 5% no eletrônico e os futuros das bolsas em NY operavam embalados na madrugada.

Em meio à volatilidade da guerra, o dia tem agenda esvaziada, com fala do Fed boy de Trump, Stephen Miran, e balanço da JBS, após o fechamento.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros futuros fecham mistos em dia de Ata cautelosa e noticiário confuso sobre a guerra

Os juros futuros terminaram mistos nesta 3ªF, com as taxas curtas perto da estabilidade, enquanto os vencimentos longos terminaram em alta.

O mercado recebeu hoje a Ata do Copom, que mostrou um BC mais cauteloso em relação aos próximos passos da política monetária e atento aos movimentos da guerra e suas possíveis consequências para a inflação.

No cenário externo, a alta do dólar e dos rendimentos dos Treasuries afetaram as taxas mais longas aqui, em meio às notícias contraditórias sobre a guerra, com Trump falando em negociações para um acordo de cessar-fogo, enquanto o Irã negou que esteja mantendo conversas com os americanos.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,160% (de 14,150% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,815% (13,721%); Jan/31 a 13,930% (13,817%); e Jan/33 a 13,995% (13,869%).

Fechamento: Ibovespa tem leve alta diante de cautela global, apoiado em Petrobras; dólar sobe a R$ 5,25

O Ibovespa bem que ensaiou um movimento mais intenso na reta final do pregão, mas a cautela prevaleceu e o índice fechou em leve alta de 0,32%, aos 182.509,14 pontos – e giro de R$ 24,6 bilhões.

O movimento reflete a incerteza global sobre a duração e consequências da guerra no Irã, refletida nas bolsas em NY, enquanto por aqui a Ata do Copom mostrou um BC mais cauteloso e evitando pistas sobre os próximos passos da Selic.

Entre as blue chips, destaque para Petrobras, que avançou firme hoje (PN +2,69%, a R$ 47,27; e ON +2,51%, a R$ 51,95), na esteira do petróleo.

A Vale também terminou no azul (+0,79%; R$ 78,10), acompanhando o minério de ferro (+0,55%).

Os bancos, em contrapartida, devolveram parte dos ganhos de ontem: BB -1,29% (R$ 23,65), Santander -0,63% (R$ 29,97), Itaú PN -0,56% (R$ 42,54) e Bradesco PN -0,32% (R$ 18,94). A exceção foi BTG, que subiu 0,72% (R$ 55,63).

Minerva liderou os ganhos do Ibovespa com +4,80% (R$ 4,15), seguida de MBRF (+3,37%; R$ 19,62) e Braskem PNA (+3,20%; R$ 10,97).

Do lado negativo, Azzas puxou a fila com -2,83% (R$ 26,80), acompanhada de Rumo (-1,96%; R$ 16,52), cuja, nota de crédito global foi colocada em revisão pela Moody’s para possível rebaixamento. Embraer figura em terceiro com -1,84% (R$ 75,94).

O dólar à vista fechou em alta de 0,28%, a R$ 5,2553.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,32% | 182.509,14 pts

▫️ DOW JONES: -0,18% | 46.124,06 pts

▫️ S&P500: -0,37% | 6.556,37 pts

▫️ NASDAQ: -0,84% | 21.761,89 pts

▫️ DÓLAR: +0,28% | R$ 5,2553

▫️ EURO: +0,37% | R$ 6,0885

▫️ BITCOIN: -2,22% | US$ 69.343,00