Bancos sobem em bloco e contribuem para o desempenho do Ibovespa
As ações dos grandes bancos operam em alta nesta quarta-feira e contribuem para a valorização do Ibovespa.
O movimento é resultado da onda de apetite ao risco global, com o otimismo em relação ao arrefecimento do conflito no Oriente Médio.
Os EUA afirmam que apresentaram uma proposta de paz para encerrar a guerra com o Irã. Essa perspectiva reduz a pressão sobre as commodities, principalmente o petróleo.
Com isso, diminui o temor de um choque inflacionário global.
Há pouco, BB subia 1,56% (R$ 24,02); Bradesco ON tinha alta de 2,33% (R$ 16,68) e Bradesco PN avançava 1,95% (R$ 19,31).
Itaú registrava ganho de 0,94% (R$ 2,94) e Santander +0,63% (R$ 30,16).
Europa: Bolsas sobem com expectativas renovadas de negociação entre EUA e Irã
As principais bolsas europeias subiram nesta 4ª feira, na esteira do otimismo em NY.
Os mercados dos EUA são impulsionados por falas de Trump sugerindo haver negociações em andamento com o Irã para um possível acordo e fim da guerra.
Teerã, no entanto, segue negando que haja qualquer negociação direta.
Um porta-voz militar iraniano comentou hoje que os EUA estavam essencialmente negociando consigo mesmos.
As declarações foram dadas à Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) e divulgadas pela Reuters.
Ontem, o NYT noticiou que os norte-americanos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar o conflito, citando fontes.
Os preços do petróleo caíram após a publicação da reportagem e, há pouco, negociavam em baixa de aproximadamente 3%.
No campo macroeconômico, a taxa de inflação do Reino Unido se manteve firme em 3% em fevereiro, segundo os dados mais recentes do Escritório Nacional de Estatísticas.
Essa foi a última leitura antes do início do confronto no Oriente Médio.
No fechamento: Londres +1,42%; Frankfurt +1,41%; Paris +1,33%; e Stoxx 600 +1,28%, aos 586,71 pontos.
Giro das 12h: Ibovespa avança com expectativa de desescalada da guerra no Oriente Médio
A possibilidade de um cessar-fogo no Oriente Médio sustenta o otimismo das bolsas mundiais.
O Ibovespa sobe à máxima de 186.401,24 pontos (+2,13%) com as esperanças de retomada das exportações de petróleo do Golfo Pérsico.
Apesar das negativas do Irã, a notícia envolvendo sinalizações de acordo derruba o petróleo em torno dos 4%.
Um plano americano de 15 pontos foi entregue ao Irã, via Paquistão, e o esforço diplomático prevalece sobre a continuidade dos ataques e do fechamento do Estreito de Ormuz.
Poucas ações recuavam no índice brasileiro perto do meio dia, entre elas as petroleiras Petrobras (ON +0,00%; PN -0,06%) e Prio (-1,64%).
NY estende a recuperação: Dow Jones +0,86%; S&P 500 +0,90% e Nasdaq +1,39%.
O dólar enfraquece de forma generalizada, com o DXY se estabilizando em 99,474 pontos (+0,04%).
Aqui a moeda cai à mínima de R$ 5,2132 (-0,80%) e os juros futuros acompanham o dólar e os rendimentos dos Treasuries.
Movimentos acontecem em meio à perspectiva mais moderada para a inflação impulsionada pelo choque de energia.