Futuros de NY caem com pressão das incertezas geopolíticas e da alta do petróleo

Depois dos ganhos da véspera, os futuros de NY recuam nesta 5ªF em meio a sinais conflitantes das negociações de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã e a persistência das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A elevação das cotações do petróleo, com o brent voltando a ser negociado acima dos US$ 100 por barril, também pressiona os índices.

Na agenda do dia, os investidores aguardam dados dos pedidos de auxílio-desemprego e falas de dirigentes do Fed.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,75%, o S&P 500 perdia 0,83% e o Nasdaq cedia 1,00%.

Petróleo volta a subir fortemente com versões divergentes sobre negociações de acordo para guerra

Os contratos futuros do petróleo voltaram a subir fortemente nesta 5ªF, com as cotações do brent novamente negociadas acima dos US$ 100 por barril, diante de versões divergentes sobre as negociações de um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã elevando as preocupações sobre o prolongamento do conflito e as interrupções do fluxo da commodity.

Nesse cenário, o governo iraniano acusou os EUA de não terem nenhuma intenção genuína de se engajarem em um diálogo significativo para o fim do conflito no Oriente Médio.

Ao mesmo tempo, Donald Trump alertou hoje em sua rede social para que o Irã leve a sério as negociações para encerrar a guerra antes que seja “tarde demais”.

Além disso, de acordo com agências de notícias iranianas, o parlamento do país prepara um lei para a cobrança de pedágio de navios que passem pelo Estreito de Ormuz.

Há pouco, o WTI para maio subia 3,49%, a US$ 93,65; e o Brent para maio ganhava 4,18%, a US$ 106,49.

Bolsas europeias recuam com percepção de que guerra não terá fim rápido

Depois da alta da véspera, com a expectativa por negociações entre EUA e Irã para um possível fim da guerra no Oriente Médio, as bolsas europeias recuam nesta 5ªF. O movimento ocorre com a mudança de percepção de um término rápido para o conflito diante de versões divergentes sobre um eventual acordo.

Além disso, as preocupações de que os riscos inflacionários decorrentes dos desdobramentos da guerra provoquem um aumento nas taxas de juros também influem na tendência negativa. Essa perspectiva é reforçada por declarações de Christine Lagarde de que o BCE terá de responder de maneira “enérgica” se a inflação ameaçar subir significativamente acima da meta por um período prolongado, como resultado da guerra no Oriente Médio. Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,90%; a de Frankfurt tinha baixa de 1,28% e a de Paris cedia 0,70%. Os índices STOXX 50 (-1,30%) e STOXX 600 (-1,04%) também recuavam.