Giro das 12h: Ibovespa recua com inflação e guerra no radar
O Ibovespa cede 0,72%, abaixo de 185 mil pontos da abertura (184.097,23), com a inflação acima do esperado e contradições sobre negociações entre EUA e Irã para o fim do conflito no Oriente Médio.
O IPCA-15 subiu 0,44%, ante consenso de +0,29%.
Na base anual, segue acima da meta de 3%, o que eleva pressão sobre a perspectiva da Selic, em um cenário de alta do petróleo que pode impactar decisões dos BCs globais.
Petrobras sobe 1,59% (ON) e 0,74% (PN) com a alta dos preços da commodity entre 4% e 5%.
A agência iraniana Tasnim disse há pouco que Irã respondeu formalmente à proposta norte-americana.
O país pede o fim das agressões e afirma que o Estreito de Ormuz é um direito legal que deve ser reconhecido.
Além disso, Teerã enfatizou que o fim da guerra deve incluir todas as frentes, inclusive as facções da resistência.
A aversão ao risco derruba as bolsas dos EUA (Dow Jones -0,25%; S&P 500 -0,74% e Nasdaq -1,10%) e eleva o dólar globalmente.
Já o DXY subia um pouco menos (+0,16%), mantendo os 99,762 pontos.
Os rendimentos dos Treasuries, por sua vez, se recuperaram com a alta dos preços da energia.
Aqui, a norte-moeda ganha 0,28% contra o real, a R$ 5,2342, e os juros avançam.
Americanas lidera altas da bolsa após resultados do 4TRI
Os papéis da Americanas estão entre as maiores valorizações da bolsa desde o início do pregão e, há pouco, lideravam as altas da B3.
A varejista divulgou seus resultados do 4TRI, quando teve prejuízo de R$ 44 milhões, melhora de 92,5% ante o prejuízo de R4 586 milhões um ano antes.
Além disso, a companhia entrou com pedido para a saída da recuperação judicial e, na noite de ontem, anunciou a venda da Uni.Co por R$ 152,9 milhões.
Essa é unidade que concentra marcas como Imaginarium e Puket.
Abertura: Dólar e juros avançam com impasse na guerra e IPCA-15 acima do esperado
O dólar sobe a R$ 5,2387 (+0,35%) e os juros avançam entre 17 e 24 pontos, em linha com o exterior e após a inflação acima do esperado.
O IPCA-15 subiu 0,44% na primeira quinzena de março, ante previsão de +0,29%, recuando em relação aos 0,84% de fevereiro.
Na base anual, o índice avança 3,90%, abaixo dos 4,10% e do teto da meta (4,5%).
O presidente do BC, Gabriel Galípolo, concede coletiva logo mais para comentar o Relatório de Política Monetária (RPM), publicado mais cedo.
No documento, o BC manteve previsão de crescimento em 2026, alertando sobre o cenário no exterior.
O DXY avança 0,23% (99,832), em meio ao impasse sobre a guerra no Oriente Médio.
Em menos de 48h termina o prazo de cinco dias de adiamento dos ataques dos EUA à infraestrutura energética iraniana.
As notícias são de que Washington prepara um “golpe final”, enquanto o Irã segue rejeitando a existência de enegociações.
O petróleo sobe na casa dos 5%, com o Brent, há pouco, em US$ 107,14 por barril, pressionando os rendimentos e reacendendo temores de inflação.