Fechamento: Ibovespa segue NY e cai firme com aversão global ao risco; dólar sobe a R$ 5,25

Após três sessões positivas, a bolsa caiu firme nesta 5ªF, acompanhando a aversão ao risco em NY diante das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio.

Os EUA apresentaram uma proposta inicial de paz, considerada “unilateral” por Teerã, o que traz dúvidas quanto a um eventual acordo.

Por aqui, Galípolo reforçou o tom de cautela do BC e o IPCA-15 de março (+0,44%) ficou acima do esperado (+0,29%).

O Ibovespa fechou em baixa de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, com giro de R$ 26,1 bilhões.

O destaque negativo entre as blue chips ficou com os bancos: BB -3,35% (R$ 23,06), Itaú PN -2,69% (mínima de R$ 41,94), BTG -2,61% (R$ 55,20) e Bradesco PN -2,39% (R$ 18,82).

A Vale também recuou (-0,80%; R$ 78,91), em dia de minério praticamente estável em Dalian (+0,18%).

As ações da Petrobras, em contrapartida, avançaram firme (ON +2,16%, a R$ 53,37; e PN +1,09%, a R$ 48,02), na esteira da disparada do petróleo.

Braskem PNA, cujo balanço trimestral sai hoje à noite, liderou as perdas do índice com -7,22% (R$ 10,15), seguida de Direcional (-5,74%; R$ 13,31) e Equatorial (-5,24%; R$ 40,00).

Na outra ponta, Brava também surfou o petróleo e ficou no topo com +5,02% (R$ 19,87), acompanhada de MBRF (+4,20%; R$ 20,58) e de outra petrolífera, a Prio (+2,20%; R$ 68,76).

Após três dias em baixa, o dólar à vista subiu 0,69%, para R$ 5,2562.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -1,45% | 182.732,67 pts

▫️ DOW JONES: -1,01% | 45.960,11 pts

▫️ S&P500: -1,74% | 6.477,16 pts

▫️ NASDAQ: -2,38% | 21.408,08 pts

▫️ DÓLAR: +0,69% | R$ 5,2562

▫️ EURO: +0,02% | R$ 6,0560

▫️ BITCOIN: -3,37% | US$ 68.541,00

Após três dias em baixa, dólar volta a subir com piora do clima externo

O dólar à vista encerrou sequência de três dias em baixa e retomou a trajetória de alta, em linha com o avanço da moeda americana no exterior, em dia de piorar no sentimento de risco dos mercados. Donald Trump elevou o tom das ameaças contra o Irã, após o governo de Teerã rejeitar os termos da proposta de cessar-fogo apresentada pelos americanos.

Por aqui, o BC fez nova intervenção no mercado hoje, com leilão de linha de US$ 1 bilhão, o segundo leilão extraordinário desse tipo nesta semana.

Segundo operadores ouvidos pelo Valor, a alta na taxa do dólar “casado” pode ter motivado a ação. O dólar à vista fechou em alta de 0,69%, a R$ 5,2562, após oscilar entre R$ 5,2183 e R$ 5,2632. Às 17h10, o dólar futuro para abril subia 0,60%, a R$ 5,2640.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,40%, aos 100 pontos cravados.

O euro caía 0,15%, para US$ 1,1542. E a libra recuava 0,15%, a US$ 1,3348.

Petróleo volta a disparar com sinais de dificuldade nas negociações EUA-Irã

Após recuarem ontem, os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 5ªF, com a guerra entre EUA e Irã prestes a completar um mês.

O cenário atual é marcado por mensagens contraditórias de Washington e Teerã sobre o andamento das negociações de paz, enquanto os contínuos ataques com mísseis no Oriente Médio e o bloqueio persistente do Estreito de Ormuz mantêm a pressão sobre os preços da commodity.

Hoje à tarde, Trump admitiu não saber se os EUA serão capazes de fechar um acordo final para o fim do conflito, após ameaçar novamente o Irã, e reiterou a estimativa de “quatro a seis semanas” para cumprir a missão planejada.

Reconheceu também que reabrir Ormuz permanece sendo um grande desafio, embora tenha voltado a sinalizar a chance de uma “coalização” para resolver essa questão.

Do lado iraniano, a primeira reação foi considerar a proposta de paz dos EUA “unilateral e injusta”, elevando a tensão sobre possíveis negociações futuras.

No fechamento, o contrato do Brent para maio subiu 5,66%, a US$ 108,01 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 4,61%, a US$ 94,48 por barril na Nymex.