Giro das 15h: Bolsas afundam em NY e petróleo sobe com falta de avanço em negociações de paz

As bolsas norte-americanas acentuaram as perdas na última hora (Dow Jones -1,35%; S&P500 -1,35%; Nasdaq -1,92%).

Os investidores reduzem posições de risco antes do fim de semana, conforme vai ficando claro que não houve avanço nas negociações entre EUA e Irã.

Marco Rubio disse, há pouco, que o governo dos EUA ainda espera uma resposta do Irã hoje ou amanhã.

“Aguardamos mais esclarecimentos sobre com quem conversaremos nas negociações com o Irã”, afirmou ele.

Havia expectativa de uma reunião entre representantes dos dois países hoje à noite, mas até agora não há nada concreto.

O petróleo também amplia a alta: Brent/maio +3,54%, a US$ 111,83; WTI/maio +4,30%, a US$ 98,54.

Por aqui, o Ibovespa também acentua perdas (-0,59%, aos 181.650 pontos), mas não na mesma magnitude de Wall Street.

Na B3, as ações do setor de petróleo sobem forte: Petrobras ON +2,19% e PN +2,54%; Prio ON +3,27%.

O dólar à vista cai diante do real (-0,22%, a R$ 5,2447), na contramão do exterior (DXY +0,30%, aos 100,195 pontos).

Os juros futuros operam em alta moderada (Jan/27 a 14,345%; Jan/29 a 14,060%; Jan/33 a 14,150%).

Europa: Bolsas caem frente a incertezas sobre guerra no Irã, de olho em reunião do G7

As principais bolsas europeias chegaram a ensaiar uma recuperação na abertura, mas inverteram a mão e fecharam em baixa, pelo segundo dia consecutivo.

A guerra entre EUA e Israel contra o Irão completa um mês nesta 6ª feira e os investidores buscam decifrar as mensagens contraditórias sobre o andamento de eventuais negociações de paz.

Diante da tensão, o petróleo tem mais uma sessão de altas relevantes, trazendo preocupações inflacionárias.

Ontem, Trump concedeu novo prazo para uma resposta iraniana, até 6 de abril, período no qual prometeu não atacar instalações de energia do país e dar tempo para as tratativas.

Há pouco, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse esperar uma resposta do Irã antes disso, entre hoje e amanhã.

Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã disse hoje ter impedido três navios de atravessar o Estreito de Ormuz.

A divisão das Forças Armadas do país declarou que a rota está fechada para embarcações que se dirigem a portos ligados aos seus “inimigos”.

Trata-se de uma referência aos norte-americanos e israelenses, num veto que representa mais uma escalada da crise.

Em paralelo, a reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7, na França, entra em seu segundo dia.

No fechamento: Londres -0,05%, com alta de 0,49% na semana; Frankfurt -1,38%; Paris -0,87%; e Stoxx 600 -0,94%, aos 575,37 pontos

As três últimas acumularam as seguintes variações semanais, respectivamente: -0,43%, +0,47% e +0,36%.

Giro das 12h: Petrobras e Vale descolam Ibovespa de NY pessimista com a guerra

O Ibovespa volta ao patamar dos 182 mil pontos (182.727,52) e se estabiliza, após mínima de 181.284,59.

O índice tem apoio de Vale (+0,91%) e sobretudo de Petrobras (ON +1,35% e PN +1,65%), descolando-se da incerteza que prevalece no exterior.

Há pouco, as bolsas caíam em NY (Dow Jones -0,76%; S&P 500 -0,78% e Nasdaq -1,21%).

O investidor está preocupado com a inflação alimentada pelo petróleo e seu potencial de prolongar o aperto monetário. A commodity está próxima das máximas de 2022 (o Brent a US$ 110,68).

No Oriente Médio, os ataques persistem, apesar da pausa proposta por Trump, sendo que essa janela pode ser usada pelos EUA para reforçar forças na região. 

O DXY chegou a bater 100 pontos e agora se estabiliza em 99,966 (+0,07%).

Aqui, a moeda norte-americana devolveu os ganhos e cai a R$ 5,2354 (-0,40%), enquanto os juros mais longos passaram a ceder com a moeda. Nos Treasuries, os juros de 10 anos sobem.

A Confiança do Consumidor de Michigan caiu a 53,3 em março, ante prévia de 55,5 e dos 56,6 de fevereiro, perto das mínimas do fim de 2025.

As expectativas de inflação nos EUA para o próximo ano subiram para 3,8%.