Guerra continua pressionando petróleo em seu 1º mês e Brent chega à máxima de US$ 116 por barril
Completando um mês no sábado passado, a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã continua pressionando as cotações dos contratos futuros do petróleo, com o Brent atingindo a máxima de US$ 116,89 nesta 2ªF.
O tipo do produto já acumula alta em torno dos 60% no mês de março.
Apesar de declarações de Donald Trump sobre avanço das negociações de um acordo, o conflito segue se intensificando, com novos ataques no fim de semana, a entrada de rebeldes houthis do Iêmen como aliados do Irã e notícias da preparação de ações terrestres por tropas americanas.
Nesse cenário, analistas preveem que uma interrupção prolongada na oferta da commodity no Oriente Médio poderia levar o preço do barril a US$ 150 em abril.
Há pouco, o WTI para maio subia 1,34%, a US$ 100,98; e o Brent para maio ganhava 2,00%, a US$ 114,82.
Bolsas europeias operam mistas depois das baixas da sessão anterior
Depois das baixas na 6ªF passada, as bolsas europeias operam mistas neste início de semana, que será mais curta devido ao feriado. Os investidores continuam com o foco nos desdobramentos da guerra no Oriente Médio, que completou um mês, em meio a notícias de que os EUA preparam operações terrestres.
Sem indicação de trégua, apesar das falas de Donald Trump de que as negociações de paz com o Irã avançam, o conflito segue influenciando a alta do petróleo, o que mantém as preocupações da influência dos riscos inflacionários nas próximas decisões de política monetária do BCE e de outros BCs europeus.
Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,61%; a de Frankfurt tinha baixa de 0,05% e a de Paris cedia 0,02%. Por sua vez, os índices STOXX 50 (+0,06%) e STOXX 600 (+0,27%) avançavam.
Bolsas asiáticas despencam sob o peso da guerra
Os mercados seguem tensos com a escalada da guerra no Oriente Médio, que pressiona preços de energia e provoca reversão nas expectativas da política monetária. Os relatos são de preparativos de tropas americanas para uma possível operação terrestre.
O setor de tecnologia recua em uma combinação de realização de lucros e preocupações com o impacto da IA. KOSPI e Hang Seng, com forte presença de techs, perderam, respectivamente, -2,97% e -0,81%.
Já o Nikkei, além das perdas nesse setor, afundou 2,79% depois de Kazuo Ueda (BoJ) dizer ao parlamento que o BC estava acompanhando de perto os movimentos do iene e afirmar que irá “orientar a política monetária de forma adequada”.
Os comentários corroboram outras falas de autoridades do BoJ indicando que as taxas subirão.
Em Hong Kong, o Hang Seng caiu -2,97%; na China, o Xangai subiu +0,24% e o Shenzhen perdeu -0,25%; em Taiwan, o Taiex caiu -1,80%.