Giro das 15h: Bolsas perdem força em NY e petróleo avança com indicações de que guerra deve durar mais 1 mês; juros caem com Galípolo

As bolsas americanas perderam força e agora operam mistas (Dow Jones +0,37%; S&P500 -0,13%; Nasdaq -0,55%), enquanto o petróleo amplia a alta (Brent/junho +2,43%, a US$ 107,88; WTI/maio +3,88%, a US$ 103,51), após relatos da imprensa de Israel de que o país propôs aos EUA atacarem o setor energético do Irã para acelerar a mudança de regime.

A Casa Branca reiterou há pouco que espera mais quatro a seis semanas de conflito. E o Parlamento do Irã aprovou hoje um projeto de lei para impor taxas aos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Por aqui, o Ibovespa sustenta alta (+0,80%, aos 183.001,54 pontos), com as petroleiras entre as principais valorizações (Brava ON +4,09%; Petrorecôncavo +3,61%; Petrobras ON +1,71%).

O dólar à vista também sobe (+0,14%, a R$ 5,2492) em ritmo mais moderado do que a moeda lá fora (DXY +0,33%, aos 100,486 pontos).

Já os juros futuros apontam para baixo (DI Jan/27 a 14,275%; Jan/33 a 14,120%) em meio a preocupações com a desaceleração da economia global e com as sinalizações de Galípolo de que o BC é “mais transatlântico do que jet-ski”, e de que “a gordura nos permitiu tomar tempo para ver, para entender, para aprender mais”, descartando uma guinada no rumo da política monetária e reforçando a expectativa de novo corte de 0,25 pp da Selic em abril.

Brava lidera altas com início de trabalhos de perfuração

Os papéis da Brava Energia estão entre as maiores altas do Ibovespa desde o início do pregão e, há pouco, lideravam a lista dos melhores desempenho do índice, com ganho de 5,32% (R$ 20,60).

Todas as ações do setor operam em alta, embora o Brent registra perda de mais de 0,50%.

Mas no caso da Brava, a valorização se deve também ao anúncio feito nesta manhã.

A companhia iniciou a campanha de perfuração de dois poços no campo de Papa-Terra (Bacia de Campos) e de mais dois em Atlanta (Bacia de Santos).

Objetivo é elevar a produção e reduzir custos operacionais, informou a companhia.

Europa: Bolsas sobem em linha com NY, de olho na guerra no Irã e inflação

As principais bolsas europeias fecharam em alta firme nesta 2ª feira, após duas sessões seguidas de perdas, com o mercado acompanhando os desdobramentos da guerra no Irã.

Hoje pela manhã, Trump disse haver negociações sérias com um novo regime no Irã, havendo “grandes progressos”.

Ele repetiu, porém, que se não fechar um acordo em breve, voltará a atacar fortemente, desta vez prometendo destruir usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg.

O prazo para uma resposta do Irã termina em 6 de abril.

Em paralelo, seguindo o mesmo script da semana passada, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou que existam negociações em curso com os EUA.

No campo macroeconômico, a prévia da inflação alemã subiu para 2,7% em março, na base anual, de 1,9% em fevereiro, em linha com as previsões do mercado.

No fechamento: Londres +1,61%; Frankfurt +1,18%; Paris +0,92%; e Stoxx 600 +0,82%, aos 580,00 pontos.