Vai rolar: Caged, fiscal e emprego nos EUA

[31/03/26] O resultado primário do setor público abre a agenda, com previsão de déficit em fevereiro, enquanto o Planejamento nega intenção de mudar a meta fiscal.

Na sequência, o Caged desafia o otimismo de Galípolo, que sinaliza a continuidade dos cortes da Selic.

Já nos Estados Unidos, o relatório Jolts, com a abertura de vagas em fevereiro, é o destaque, com o investidor antecipando o timing para a retomada das quedas do juro, agora mais preocupado com o risco de estagflação pela guerra prolongada.

O petróleo caía na madrugada e os futuros de NY subiam com notícia de bastidor de que Trump estaria disposto a acabar com a guerra. Mas as afirmativas sobre negociações para um acordo são colocadas em dúvida por sucessivas ameaças de intensificar os ataques.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros futuros recuam com declarações de Galípolo e alívio nos Treasuries

Os juros futuros recuaram nesta 2ªF, especialmente entre os vencimentos curtos, com investidores reagindo às declarações de Gabriel Galípolo e acompanhando a queda nos rendimentos dos Treasuries.

Em evento do J.Safra, Galípolo afirmou que o BC é “mais transatlântico do que jet-ski” e que “a gordura nos permitiu tomar tempo para ver, para entender, para aprender mais”, descartando uma guinada no rumo da política monetária e reforçando a expectativa do mercado de um novo corte de 0,25 pp da Selic em abril.

Lá fora, as preocupações com um possível esfriamento da economia americana por causa da guerra e da disparada do petróleo fizeram as taxas recuarem nos EUA.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,285% (de 14,370% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,090% (14,180%); Jan/29 a 14,025% (14,109%); Jan/31 a 14,095% (14,160%); e Jan/33 a 14,140% (14,194%).

Fechamento: Ibovespa tem leve alta e retoma os 182 mil pontos com apoio de commodities; dólar sobe

O Ibovespa perdeu fôlego nas últimas horas de pregão, mas fechou no azul, com alta de 0,53%, aos 182.514,20 pontos – superando o desempenho de NY.

O giro ficou em R$ 25,5 bilhões, em uma sessão que teve Galípolo reiterando a postura conservadora do BC.

No fim, os ganhos da Vale e da Petrobras garantiram o saldo positivo do indicador.

As ações da mineradora avançaram 0,63% (R$ 79,50), em dia de minério de ferro praticamente estável (+0,06%), enquanto os papéis ON da estatal subiram 0,64% (R$ 54,65) e os PN +0,53% (R$ 49,67) diante da disparada do petróleo com a guerra no Irã.

Já os bancos terminaram mistos: Itaú PN +0,36% (R$ 41,60), Santander +0,72% (R$ 29,52), Bradesco PN -0,27% (R$ 18,47) e BB -1,15% (R$ 22,40).

A maior alta do Ibovespa ficou com Yduqs (+3,76%; R$ 11,59), seguida de Weg (+3,46%; R$ 49,05) e Brava (+2,97%; R$ 20,14).

Na outra ponta, Renner foi a maior baixa (-4,70%; R$ 14,19), acompanhada de C&A (-4,33%; R$ 11,48) e Vamos (-3,71%; R$ 3,63).

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,12%, a R$ 5,2478.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,53% | 182.514,20 pts

▫️ DOW JONES: +0,11% | 45.216,14 pts

▫️ S&P500: -0,39% | 6.343,72 pts

▫️ NASDAQ: -0,73% | 20.794,64 pts

▫️ DÓLAR: +0,12% | R$ 5,2478

▫️ EURO: -0,33% | R$ 6,0123

▫️ BITCOIN: -0,10% | US$ 66.555,00