Bolsas europeias avançam com notícia de que Trump quer acabar com a guerra
As bolsas europeias operam em alta nesta 3ªF, com os investidores otimistas com a sinalização de que Donald Trump pretende encerrar o conflito no Oriente Médio.
Entretanto, os índices europeus caminham para fechar o pior mês de março em anos, justamente devido aos efeitos da guerra, interrompendo uma sequência de oito meses de ganhos.
A performance de hoje é apoiada na notícia de que o presidente americano avalia dar um fim à ofensiva militar contra o Irã mesmo com o Estreito de Ormuz seguindo em grande parte fechado. Por sua vez, as ações ligadas a serviços financeiros lideram as altas dos setores.
Já no cenário econômico, a inflação na Zona do Euro sentiu as consequencias da guerra e subiu para 2,5% em março, atingindo a maior taxa desde janeiro de 2025.
Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,40%; a de Frankfurt tinha alta de 0,71% e a de Paris ganhava 0,17%. Os índices STOXX 50 (+0,33%) e STOXX 600 (+0,52%) também avançavam.
Bolsas asiáticas fecham mistas em meio à guerra com o Irã
As bolsas asiáticas fecharam mistas com os mercados regionais sofrendo quedas acentuadas em março devido aos impactos negativos do conflito no Irã.
Nikkei e KOSPI apresentaram o pior desempenho no mês, afetados por perdas nas techs. O KOSPI caiu 4,26% e perdeu 17% em março. Xangai e Shenzhen caíram -0,80% e -1,81%, respectivamente, enquanto o índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,15%.
As perdas ocorreram apesar dos dados do PMI para março, que apontaram para alguma melhora na atividade empresarial na maior economia da Ásia, em meio à forte demanda por exportações e ao apoio contínuo de Pequim.
O Nikkei caiu 1,58% e perdeu mais de 9% no mês. Em Taiwan, o Taiex perdeu -2,45%.
Os mercados asiáticos reagiram com pouco otimismo à notícia de que Trump estaria considerando encerrar a guerra sem uma operação para reabrir o Estreito de Ormuz.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a piora do risco global com a escalada no Oriente Médio e o forte avanço do petróleo. O Brent chegou a US$ 107, elevando temores de pressão inflacionária e desaceleração econômica. Bolsas de NY caíram, juros americanos recuaram e o dólar se fortaleceu. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,53% aos 182 mil pontos, sustentado por Petrobras, enquanto o dólar fechou a R$ 5,24.