Dólar à vista volta a cair com apoio do petróleo e fluxo de recursos do Tesouro

O dólar recuou novamente diante do real nesta 2ªF, apesar da tendência de estabilidade da moeda americana frente aos pares no exterior.

A alta do petróleo, que favorece as moedas de países produtores, teria colaborado para o fortalecimento do real.

Operadores também citaram ao Valor a possibilidade de entrada de recursos captados no exterior pelo Tesouro como fator de valorização da moeda brasileira.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,32%, a R$ 4,9821, após oscilar entre R$ 4,9642 e R$ 4,9838.

Petróleo sobe firme com impasse EUA-Irã e incertezas sobre Ormuz

Após o alívio na sexta, os contratos futuros de petróleo voltaram a registrar alta firme nesta 2ªF, com a frustração do mercado sobre um possível avanço na diplomacia entre EUA e Irã. Havia a expectativa de reuniões no Paquistão neste fim de semana, o que não aconteceu.

Em meio ao impasse, o portal Axios noticiou que o Irã teria sugerido que as negociações de paz se concentrem na reabertura do Estreito de Ormuz e fim da guerra, excluindo questões mais complexas, como seu programa nuclear, que seriam deixadas para uma etapa posterior.

A Casa Branca confirmou que Trump e sua equipe avaliam a proposta, mas não deu detalhes. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou apenas que o presidente ainda deve se manifestar sobre o assunto.

Ela relembrou, no entanto, que as linhas vermelhas dos EUA em relação ao Irã foram “deixadas muito claras”.

Questionado, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA não podem tolerar que o Irã normalize o controle sobre Ormuz.

No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 2,75%, a US$ 108,23 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 2,09%, a US$ 96,37 por barril na Nymex.

Giro das 15h: Bolsas esboçam melhora em NY, enquanto Ibovespa recua; dólar segue em baixa

As bolsas em NY esboçam leve melhora nesta tarde (Dow Jones -0,17%; S&P500 +0,10%; Nasdaq +0,13%), com investidores monitorando o impasse nas negociações no Oriente Médio, enquanto aguardam balanços de big techs e a decisão do Fed desta semana.

Por aqui, o Ibovespa mantém o viés de baixa (-0,31%, aos 190.147 pontos), em uma sessão de poucos negócios (projetando R$ 18 bilhões no fechamento).

O dólar segue em queda firme (-0,53%, a R$ 4,9708), enquanto os juros futuros apontam para cima (DI Jan/27 a 14,120%; Jan/33 a 13,645%), na antevéspera da decisão do Copom, que deve cortar a Selic em 0,25 pp, para 14,5% ao ano.