Giro das 15h: Bolsas disparam e dólar derrete com sinalização positiva do Irã pelo fim da guerra
As bolsas acentuaram os ganhos em NY (Dow Jones +2,10%; S&P500 +2,39%; Nasdaq +3,31%) e aqui no Brasil (Ibovespa +2,31%, aos 186.725 pontos) no início da tarde, após o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmar que “não busca a guerra, mas está preparado para encerrá-la”, desde que haja garantias contra novos ataques.
Foi a primeira sinalização positiva do Irã desde que Trump afirmou que estava mantendo negociações “produtivas” com o governo de Teerã, há cerca de 10 dias.
Mais cedo, os mercados já operavam em alta com as declarações de Trump, de que planeja encerrar a guerra mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, evitando prorrogar o conflito.
Na B3, os bancos (Bradesco PN +3,47%; Itaú PN +3,89%) e as varejistas (Natura ON +11,80%; Magalu ON +9,87%) puxam os ganhos, enquanto as petroleiras passam por correção (Prio ON -5,41%; Petrobras PN -2,94%), acompanhando o alívio do petróleo (Brent/junho -2,71%, a US$ 104,48; WTI/Maio -0,81%, a US$ 102,05).
O dólar à vista recua 1,1%, a R$ 5,1896), em linha com o exterior (DXY -0,60%, aos 99,905 pontos), refletindo a melhora na percepção de risco.
Os juros futuros também queimam prêmios (DI Jan/27 a 14,140%; Jan/33 a 13,945%).
Bolsas europeias fecham em alta em meio à percepção de que a guerra pode acabar
As bolsas europeias fecharam em alta após o WSJ noticiar que Trump estaria disposto a interromper as operações contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado, observando que os esforços para forçar Teerã a reabrir a rota poderiam prolongar o conflito.
Os investidores avaliaram dados, incluindo a inflação da zona do euro, que disparou a 2,5% em março, de 1,9% em fevereiro e ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, de 2,6%, segundo prévia. Essa foi a maior taxa desde jan/25, elevando a inflação acima da meta de 2% do BCE. A taxa básica, excluindo a energia, caiu para 2,3%, de 2,4%.
A inflação acelerou na Alemanha (2,8% contra 2,0%), França (1,9% contra 1,1%), Espanha (3,3% contra 2,5%) e Holanda (2,6% contra 2,3%), enquanto a taxa da Itália permaneceu estável em 1,5%.
No fechamento: Londres +0,49%; Frankfurt +0,87%; Paris +0,57%; Stoxx 600 +0,43% (583,22).
Natura dispara após novo acionista minoritário e outras novidades
As ações da Natura lideram as altas do Ibovespa desde o início do pregão e estão entre as mais negociadas até o momento.
Ontem, a companhia anunciou que o fundo de private equity Advent International será acionista minoritário, com a aquisição de um porcentual entre 8% a 10% dos papéis em circulação.
Além disso, foi divulgada a migração dos fundadores para um conselho consultivo, além de mudanças no conselho de administração.
Há pouco, ação subia 9,74%, negociada a R$ 10,14, com máxima de R$ 10,45 e mínima de R$ 9,90.