Fechamento: Ibovespa segue otimismo em NY e sobe firme, puxado por Vale e bancos; dólar derrete

O Ibovespa fechou o último pregão de março com alta firme, de 2,71%, aos 187.461,84 pontos – na esteira do otimismo em NY com expectativas renovadas sobre o fim da guerra no Irã, após algumas sinalizações nessa direção.

O giro desta 3ªF foi forte, de R$ 37,9 bilhões, com presença maciça de capital externo.

No balanço de março, o índice terminou em queda de 0,70%, acumulando ainda valorização expressiva no ano, de 16,35%.

Entre as blue chips, um dos destaques na sessão foi a Vale, com ganho de 3,75% (R$ 82,48), ante queda 0,80% do minério de ferro.

Os bancos também brilharam: BTG +5,41% (R$ 56,29), Itaú PN +4,52% (R$ 43,48), Bradesco PN +3,79% (R$ 19,17) Santander +3,79% (R$ 30,64) e BB +2,68% (R$ 23,00).

As ações da Petrobras recuaram (PN -2,01%, a R$ 48,67, e ON -1,35%, a R$ 53,91) em linha com a baixa do petróleo, ocupando a terceira e quarta maiores baixas do Ibovespa – que teve apenas quatro papéis no vermelho hoje.

A liderança negativa ficou com Prio (-8,17%; R$ 66,21), seguida de MBRF (-3,09%; R$ 21,64).

Do lado positivo, Natura ficou no topo com +12,99% (R$ 10,44), após divulgar reformulação no conselho de administração e o ingresso da Advent como acionista. Magazine Luiza vem a seguir com +9,62% (R$ 8,77), acompanhada de B3 (+7,98%; R$ 18,40).

O dólar à vista caiu 1,32%, e fechou na mínima do dia, a R$ 5,1786, mas acumulou alta de 0,87% em março. No ano, a divisa recua 5,65%.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +2,71% | 187.461,84 pts

▫️ DOW JONES: +2,49% | 46.341,51 pts

▫️ S&P500: +2,91% | 6.528,52 pts

▫️ NASDAQ: +3,83% | 21.590,63 pts

▫️ DÓLAR: -1,32% | 5,1786

▫️ EURO: -0,97% | R$ 5,9872

▫️ BITCOIN: +1,77% | US$ 67.814,00

Dólar derrete no dia, após Irã mostrar disposição em encerrar guerra, mas acumula alta de 0,87% em março

O dólar à vista caiu forte diante do real nesta 3ªF, acompanhando a melhora sensível no apetite por risco no mercado externo, após o Irã sinalizar pela 1ª vez de forma clara que está disposto a encerrar a guerra.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que “não busca a guerra, mas está preparado para encerrá-la com garantias contra novos ataques”.

A moeda já vinha com viés de baixa desde cedo, após reportagem do Wall Street Journal revelar que Trump estaria disposto a acabar com a guerra mesmo sem a liberação do Estreito de Ormuz, evitando estender o conflito.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,32%, na mínima do dia, a R$ 5,1786. Na máxima, a moeda marcou R$ 5,2370. Com isso, a divisa acumulou alta de 0,87% em março, mas recuou 5,65% no 1º trimestre.

A taxa Ptax fechou em baixa de 0,30%, a R$ 5,2194, mas subiu 1,36% no mês.

Às 17h05, o dólar futuro para maio recuava 1,46%, para R$ 5,2135.

Lá fora, o índice DXY perdia 0,66% e operava abaixo dos 100 pontos (99,848).

O euro subia 0,86%, a US$ 1,1563. E a libra ganhava 0,44%, a US$ 1,3240.

Petróleo cai forte com expectativa sobre fim da guerra, mas ganho acumulado bate marcas de 2020

Os contratos futuros de petróleo apresentaram forte volatilidade nesta 3ªF, terminando por fechar em queda diante das indicações de que os EUA e o Irã estariam dispostos a encerrar a guerra – ainda que nada de concreto tenha ocorrido nessa direção.

Pela manhã, uma reportagem do Wall Street Journal mostrou que Trump teria a intenção de pôr fim ao conflito mesmo que o Estreito de Ormuz permanecesse fechado em grande parte.

A notícia aliviou a pressão, mas a commodity seguiu em alta, invertendo o movimento no início da tarde, quando o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país está pronto para encerrar o conflito, mas somente se houver garantias de segurança, sobretudo contra futuros ataques.

Pouco mais de uma hora depois, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, afirmou à Al Jazeera que o país não aceitaria um simples cessar-fogo, mas sim o fim definitivo da guerra em toda a região. Reconheceu contatos com os EUA, mas ponderou que isso não significava que estavam negociando.

No fechamento, o contrato do Brent para junho caiu 3,18%, a US$ 103,97 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio recuou 1,46%, a US$ 101,38 por barril na Nymex.

No acumulado do mês, o Brent registra alta de 43,82%, alcançando +72,56% no trimestre, enquanto o WTI avançou 51,27% em março (maior salto mensal desde maio de 2020) e +76,56% no trimestre (maior ganho para o período desde julho de 2020), segundo cálculos do Valor.