Bolsas europeias sobem com força após falas de Trump
As bolsas europeias sobem com força nesta primeira sessão de abril, embaladas pelo otimismo dos mercados com a expectativa de encerramento da guerra no Oriente Médio. Ontem, Donald Trump disse que os EUA deixarão o Irã “muito em breve”, acrescentando que a saída poderá ocorrer dentro de duas ou três semanas.
Hoje à noite, o presidente fará um pronunciamento sobre o conflito.
As falas de Trump ajudaram a derrubar as cotações do petróleo na madrugada, com o Brent chegando a operar brevemente abaixo dos US$ 100 por barril.
Por sua vez, o avanço das ações do setor de viagens, mais sensíveis ao preço da commodity, impulsionou outros segmentos dos índices europeus. Papéis de grandes bancos também subiram.
Há pouco, a bolsa de Londres subia 1,70%; a de Frankfurt tinha alta de 1,97% e a de Paris ganhava 1,69%. Os índices STOXX 50 (+2,36%) e STOXX 600 (+2,29%) avançavam com maior intensidade.
Ásia dispara com possibilidade de fim da guerra no Oriente Médio
As bolsas asiáticas fecharam em forte alta depois que Trump sinalizou o fim da guerra com o Irã nas próximas semanas. Trump afirmou que Washington alcançou seus objetivos de enfraquecer as ambições nucleares do Irã e também de promover uma mudança de regime em Teerã.
O KOSPI da Coreia do Sul teve melhor desempenho, com uma alta de 8,44%, impulsionado por pechinchas após perdas expressivas em março (-19%) e dados que mostraram aumento de 48,3% nas exportações no mês passado, enquanto PMIs indicaram que a atividade manufatureira cresceu ainda mais no período.
O Nikkei avançou 5,24% no Japão e o Taiex, +4,58% em Taiwan. Os índices Shenzhen e Xangai , na China, subiram 1,70% e 1,46%, respectivamente, ignorando os PMIs que mostraram que a atividade manufatureira cresceu menos do que o esperado em março.
O Hang Seng de Hong Kong subiu 2,04% com a recuperação das ações de tecnologia.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que sinais de redução do risco geopolítico entre Irã e EUA melhoraram o apetite por risco e impulsionaram bolsas em NY. O petróleo caiu, mas o Brent seguiu acima de US$ 100, mantendo pressão inflacionária. No Brasil, o Ibovespa subiu 2,71%, aos 187 mil pontos, e o dólar recuou a R$ 5,17. Hoje, foco no ADP, ISM e dados da economia americana.