Ouro volta a subir com fraqueza do dólar e expectativa de alívio das tensões no Irã

O ouro registrou nova alta na sessão de hoje, beneficiado pela queda do dólar e com o mercado otimista quanto às chances de um fim do conflito no Oriente Médio.

Há pouco, a moeda americana recuava 0,46% (DXY) frente a pares.

Desde ontem à noite, Trump vem repetindo que prevê mais duas a três semanas para encerrar a guerra contra o Irã. Ele alega que “novo presidente” iraniano pediu um cessar-fogo, o que foi negado pelo chanceler do país.

O presidente americano diz que vai considerar a interrupção das hostilidades “quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e limpo”, mas o Exército ideológico do regime reitera que manterá o bloqueio da passagem – essencial para o fluxo global de petróleo.

“O fim do conflito pode ser uma faca de dois gumes (para o ouro). Por um lado, um acordo de paz duradouro eliminaria a busca por segurança geopolítica que sustentou os preços antes do conflito”, disse Tony Sycamore, analista de mercado da IG, à Reuters.

No fechamento, o contrato do metal precioso para maio subiu 2,92% na Comex, cotado a US$ 4.783,20 por onça-troy.

Giro das 15h: Bolsas avançam e dólar derrete, com mercado à espera de pronunciamento de Trump

Os investidores mantêm o apetite por risco na tarde desta 4ª feira, à espera do prometido pronunciamento de Trump sobre a guerra, marcado para as 22h.

Mais cedo, em sua rede social, Trump afirmou que o “novo presidente do regime do Irã” pediu um cessar-fogo aos EUA.

Ele declarou ainda que vai considerar a suspensão da guerra “quando o Estreito de Ormuz estiver aberto, livre e limpo”.

Em NY, as bolsas operam em alta firme (Dow Jones +0,91%; S&P500 +1,16%; Nasdaq +1,65%).

Aqui, o Ibovespa acompanha (+0,67%, aos 188.709 pontos), mas a forte queda de Petrobras ON (-4,51%) e PN (-3,04%) limita os ganhos do índice.

O dólar à vista segue em queda livre (-0,49%, a R$ 5,1531), em linha com o comportamento da moeda no exterior (DXY -0,49%, aos 99,468 pontos).

Os juros futuros também recuam (DI Jan/27 a 14,055%; Jan/33 a 13,865%), conforme a queda do petróleo (Brent/junho -3,12%, a US$ 100,73; WTI/maio -2,29%, a US$ 99,06) ameniza as preocupações com a inflação.

Bolsas europeias fecham em alta na expectativa de fim da guerra no Irã

As bolsas europeias fecharam a primeira sessão de abril em alta, após registrarem seu pior mês desde 2022 em março.

Os mercados acompanharam o otimismo global em meio às esperanças de que o conflito com o Irã possa terminar em breve, após várias sinalizações de Trump nesse sentido.

Os setores de tecnologia, financeiro e industrial lideraram os ganhos, enquanto o setor de energia ficou para trás, com a queda do petróleo.

Mais cedo, taxa de desemprego da Zona Euro, ajustada sazonalmente, subiu a 6,2% em fevereiro, de 6,1% em janeiro. O PMI Global da Zona Euro da S&P para o setor manufatureiro apontou a expansão mais forte do setor desde junho de 2025 (51,6 em março, de 50,8 em fevereiro).

No fechamento: Londres +1,86%; Frankfurt +2,93%; Paris +2,10%; Stoxx 600 +2,41% (597,20).