Vai rolar: Produção industrial é destaque no Brasil

[02/04/26] Na véspera do feriado da Sexta-Feira Santa, que fecha os mercados amanhã nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, os investidores globais repercutem a frustração com o pronunciamento do presidente Trump, ontem à noite.

Longe de sinalizar o fim da guerra no Oriente Médio, como muita gente esperava, não falou em cessar-fogo e prometeu que os Estados Unidos atacarão o Irã “com extrema força” nas próximas duas ou três semanas. “Vamos levá-los de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem.”

Lançando uma nova ameaça, disse que, “se não houver acordo, vamos atacar duramente todas as suas usinas de geração de energia elétrica”. E já durante sua fala, o petróleo voltou a subir.

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Juros futuros fecham em queda, com possível fim da guerra trazendo alívio na inflação

Os juros futuros voltaram a cair nesta 4ªF, acompanhando o recuo do dólar e refletindo o maior apetite por risco dos investidores, que estão otimistas com a possibilidade da guerra no Oriente Médio terminar nas próximas semanas, após sinalizações de EUA e Irã nesse sentido.

A queda do petróleo colaborou para amenizar os receios do mercado com a inflação, embora a commodity ainda se mantenha acima dos US$ 100 por barril.

Hoje, a Petrobras propôs às companhias aéreas o parcelamento do reajuste de 55% do QAV em 6 vezes, com um aumento inicial de 18% e a primeira parcela apenas para julho.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,035% (de 14,069% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,725% (13,768%); Jan/29 a 13,675% (13,720%); Jan/31 a 13,815% (13,837%); e Jan/33 a 13,890% (13,909%).

Fechamento: Ibovespa tem leve alta puxado por bancos, na esteira do otimismo em NY; dólar volta a cair

Em um dia bastante volátil, o Ibovespa fechou praticamente estável, com leve alta de 0,26%, aos 187.952,91 pontos.

O movimento ficou aquém do avanço das bolsas em NY, embaladas pela expectativa quanto ao pronunciamento de Trump sobre a guerra no Irã – que acontecerá hoje à noite.

O pregão desta 4ªF movimentou R$ 35,7 bilhões.

Entre as blue chips, destaque para os bancos: BB +2,74% (R$ 23,63), Santander +1,83% (R$ 31,20), Bradesco PN +1,36% (R$ 19,43) e Itaú PN +0,85% (R$ 43,83).

A Vale subiu 0,63% (R$ 83,00), frente a um minério estável (+0,12%). Petrobras caiu forte (ON -3,67%, a R$ 51,93, terceira maior baixa do índice; e PN -2,67%, a R$ 47,37), seguindo o recuo do petróleo, em dia no qual a estatal anunciou aumento de 55% nos preços do querosene de aviação.

Cyrela PN liderou os ganhos do Ibovespa com +4,74% (R$ 26,49), empata da com Embraer (+4,74%; R$ 80,60), com os papéis ON da construtora em terceiro (+4,39%; R$ 28,52).

Na outra ponta, MBRF foi a maior baixa com -3,93% (R$ 20,79), acompanhada de Braskem PNA (-3,72%; R$ 9,05).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, a R$ 5,1566.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,26% | 187.952,91 pts

▫️ DOW JONES: +0,48% | 46.565,74 pts

▫️ S&P500: +0,72% | 6.575,32 pts

▫️ NASDAQ: +1,16% | 21.840,95 pts

▫️ DÓLAR: -0,42% | 5,1566

▫️ EURO: -0,97% | R$ 5,9872

▫️ BITCOIN: -0,16% | US$ 68.134,00