Bolsa europeias fecham mistas em meio à volatilidade dos mercados por causa da guerra

As bolsas europeias fecharam mistas, com a maioria delas devolvendo os ganhos da sessão anterior, após o estresse provocado pelas falas de Trump na noite de ontem de que os EUA atacarão o Irã “com extrema força” nas próximas semanas.

A declaração disparou os preços do petróleo, reacendendo as preocupações com a inflação.

Mais perto do fechamento, a notícia de que Irã e Omã estariam estabelecendo um protocolo para “monitorar o trânsito” pelo Estreito de Ormuz aliviou os mercados, já que não envolveriam restrições, mas garantiriam “passagem segura” aos navios que transitam por essa rota.

No fechamento: Londres +0,69%; Frankfurt -0,59%; Paris -0,40%; Stoxx 600 -0,29% (595,98).

Giro das 12h: Ibovespa sobe com Vale e Petrobras em meio à volatilidade com por incertezas sobre guerra

O Ibovespa devolveu as perdas fortes da abertura e agora sobe a 188.214,37 (+0,14%), com apoio de Petrobras (ON +2,39% e PN +1,82%) e Vale (+0,46%), que seguem a alta das commodities.

Já NY reduz a baixa (Dow Jones -0,08%; S&P 500 -0,00%; Nasdaq -0,29%) em uma sessão bastante volátil, às vésperas do feriado de Sexta-feira Santa.

Preocupações com a inflação e posturas mais agressivas dos BCs ressurgiram após promessa de Trump de tomar medidas mais agressivas contra o Irã, o que disparou o petróleo a US$ 113,93 (WTI/maio).

Teerã, por sua vez, busca estabelecer um protocolo com Omã para o tráfego no Estreito de Ormuz e isso esfriou um pouco a disparada do óleo, que ainda opera acima dos US$ 100 o barril.

O dólar se valorizou globalmente, com o DXY fazendo máxima de 100,263, mas subindo agora 0,26% (99,910).

Aqui, a moeda norte-americana reduziu a alta a R$ 5,1580 (+0,03%), após máxima de R$ 5,1939.

O real tem desempenho melhor que outras divisas emergentes, com fluxo externo em um cenário de valorização das commodities, além da Selic entre as taxas mais altas do mundo.

Os juros futuros oscilaram pela manhã e há pouco estavam em alta mais moderada, enquanto os rendimentos dos Treasuries passaram a cair.

Abertura: Dólar e juros avançam com perspectiva de escalada da guerra no Oriente Médio

Dólar e juros sobem globalmente, após pronunciamento do presidente dos EUA, Donald Trump, na noite de ontem sobre o Irã.

Frustradas as chances de redução nas tensões no Oriente Médio, o investidor busca se proteger às vésperas de um feriado que fecha os mercados amanhã nos EUA, na Europa e aqui.

O petróleo do tipo WTI já avança mais de 13%, renovando o medo da estagflação e reduzindo apostas em corte de juros.

O DXY avança a 100,162 pontos (+0,51%) e provavelmente terá seu melhor dia desde 18/3. Frente ao real, a moeda sobe a R$ 5,1760 (+0,38%).

As falas de Trump também elevam os rendimentos dos Treasuries. Aqui, os juros sobem em toda a curva e o Ibovespa cai a 185.340,32 pontos (-1,39%).