Dólar fecha de lado, com mercado na expectativa pela abertura do Estreito de Ormuz

O dólar terminou a quinta-feira perto da estabilidade, após uma sessão bastante volátil, com investidores absorvendo a decepção com o pronunciamento de ontem à noite de Donald Trump, sinalizando a continuidade da guerra, enquanto o Irã demonstrou disposição em reabrir o Estreito de Ormuz, desde que os navios paguem uma tarifa para o país e para Omã, responsáveis pelo controle de tráfego marítimo na região.

O dólar à vista fecha em leve alta de 0,06%, a R$ 5,1599, após oscilar entre R$ 5,1397 e R$ 5,1939. Na semana, moeda acumulou baixa de 1,56%.

Às 17h12, o dólar futuro para maio operava estável (+0,01%), a R$ 5,1885.

Lá fora, o índice DXY subia 0,39%, para 100,042 pontos, enquanto o euro caía 0,46%, a US$ 1,1536, e a libra recuava 0,59%, a US$ 1,3226.

Petróleo dispara com escalada da guerra no Irã e WTI acumula alta de 18,4% na semana

Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta 5ªF, refletindo o nervosismo dos investidores após Trump discursar aos americanos e prometer ataques ainda mais duros contra o Irã nas próximas duas ou três semanas.

O posicionamento frustrou o mercado, que aguardava uma estratégia de saída clara dos EUA na guerra contra o Irã.

Os iranianos reagiram com novos ataques a Israel e alvos no Golfo, com Emirados Árabes e Arábia Saudita relatando interceptação de mísseis.

No início da tarde, veio a notícia de que o Irã e Omã estão elaborando um protocolo para “monitorar o trânsito” pelo Estreito de Ormuz e devem definir “em breve” o nível das tarifas a serem cobradas no local – que segue fechado em boa parte.

Segundo cálculos da CNBC, o mercado enfrenta atualmente uma perda de mais de 600 milhões de barris da commodity e derivados.

Logo depois, Trump disse que o Irã deveria fazer um acordo “antes que seja tarde demais”.

No fechamento de hoje, o contrato do Brent para junho subiu 7,77%, a US$ 109,03 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio disparou 11,41%, a US$ 111,54 por barril na Nymex – terminando acima de US$ 110 o barril pela primeira vez desde 2022, conforme a Bloomberg.

Na semana, as valorizações acumuladas atingem 3,52% e 18,4%, respectivamente.

Giro das 15h: Bolsas recuam em sessão volátil, com guerra ainda no foco; dólar segue de lado

Os ativos seguem voláteis na tarde desta 5ªF, véspera de feriado prolongado aqui e nos EUA.

Depois do forte mau humor da abertura, com os investidores não disfarçando a decepção com o pronunciamento de Trump ontem à noite, os mercados chegaram a esboçar melhora com a notícia sobre os esforços de um grupo de 40 países para reabrir o Estreito de Ormuz e a informação de que o Irã e Omã preparam um “protocolo” para monitorar o trânsito de navios na região, com cobrança de tarifas.

Mas, há pouco, os ativos de risco voltaram a acentuar perdas, com a cautela pré-feriado e depois que Trump reforçou suas ameaças contra o Irã.

Em NY, as bolsas seguem no vermelho (Dow Jones -0,48%; S&P500 -0,31%; Nasdaq -0,41%).

O Ibovespa acompanha (-0,37%, aos 187.266 pontos), com as ações de petroleiras (Prio ON +5,27%); Petrobras ON +2,12% e PN +1,86%) ajudando a amenizar as perdas.

O dólar à vista opera perto da estabilidade (+0,08%, a R$ 5,1608) e os juros futuros mostram leve alta (DI Jan/27 a 14,055%; Jan/33 a 13,910%), após a produção industrial em fevereiro (+0,9%) vir um pouco acima do esperado (+0,7%), mas mostrar desaceleração em relação a janeiro (+1,8%).