Guerra se mantém nos holofotes e Lula tentar conter avanço do diesel

A proposta do Irã e de Omã de criar um “protocolo” para o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, mediante cobrança de um “pedágio”, foi a sinalização mais concreta até agora para reabrir a passagem marítima responsável por um quinto do fluxo mundial de petróleo.

O tão aguardado pronunciamento de Donald Trump, ontem à noite, virou piada de 1º de abril, com o presidente americano repetindo ameaças e não dando nenhuma indicação de um cessar-fogo.

Dessa forma, a guerra no Oriente Médio completa sua quinta semana.

Enquanto isso, o governo Lula corre para emplacar uma subvenção para conter o avanço no preço do diesel, com apoio de quase todos os Estados, mas encontra uma nova resistência, desta vez, entre as distribuidoras de combustíveis.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

Juros futuros mostram alívio com expectativa de normalização do fluxo de petróleo no Oriente Médio

Os juros futuros terminaram entre a estabilidade e leve queda nesta 5ªF, após uma sessão de intensa volatilidade, com investidores repercutindo principalmente o noticiário sobre a guerra no Irã.

Pela manhã, as taxas avançaram diante das declarações dadas na noite anterior por Donald Trump, frustrando as expectativas de sinalização de um cessar-fogo.

À tarde, a informação de que Irã e Omã têm um plano de reabrir o Estreito de Ormuz mediante cobrança de tarifa dos navios reanimou os mercados e melhorou a percepção de risco.

Na agenda do dia, a produção industrial em fevereiro (+0,9%) veio um pouco acima do esperado (+0,7%), mas mostrou desaceleração em relação a janeiro (+1,8%), sem alterar as expectativas de um novo corte de 0,25 pp da Selic pelo Copom no fim deste mês.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,030% (de 14,031% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,700% (13,721%); Jan/29 a 13,630% (13,673%); Jan/31 a 13,735% (13,797%); e Jan/33 a 13,815% (13,865%).

Fechamento: Ibovespa fecha quase estável com incertezas sobre a guerra, mas avança 3,6% na semana

Após uma semana extremamente volátil, os investidores preferiram não correr riscos na véspera do feriado prolongado – visto que a guerra no Irã deve se prolongar e os impactos globais permanecem incertos.

O Ibovespa fechou praticamente estável, com leve alta de 0,05%, aos 188.052,02 pontos, com giro mais fraco, de R$ 24,4 bilhões.

Na semana, o índice acumulou ganho de 3,58%.

Um dos destaques do dia foi a recuperação parcial de Petrobras (ON +2,25%, a R$ 53,10; e PN +1,65%, a R$ 48,15), na esteira da disparada do petróleo.

A Vale contrariou a baixa importante do minério de ferro (-1,29%) e avançou 0,66% (R$ 83,55), enquanto os bancos devolveram os ganhos de ontem: Bradesco PN -1,49% (R$ 19,12), Itaú PN -1,21% (R$ 43,30), BB -1,02% (R$ 23,39) e BTG -0,57% (R$ 57,27). A exceção foi Santander, que ficou quase estável (+0,10%; R$ 31,23).

Prio liderou os ganhos do índice com +5,68% (R$ 67,77), reagindo ao petróleo e ao relatório de produção do 1TRI. Auren aparece a seguir com +4,49% (R$ 12,57), acompanhada de Brava (+3,28%; R$ 20,47).

Na outra ponta, RD Saúde foi a que mais caiu (-3,95%; R$ 21,86), seguida de Cyrela (ON -3,51%, a R$ 27,52; e PN -3,44%, a R$ 25,58).

O dólar à vista fechou em leve alta de 0,06%, a R$ 5,1599. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,56%.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,05% | 188.052,02 pts

▫️ DOW JONES: -0,13% | 46.504,67 pts

▫️ S&P500: +0,11% | 6.582,69 pts

▫️ NASDAQ: +0,18% | 21.879,18 pts

▫️ DÓLAR: +0,06% | 5,1599

▫️ EURO: -0,60% | R$ 5,9513

▫️ BITCOIN: -1,85% | US$ 66.871,00