Ouro registra leve alta, com mercado atento ao fim do prazo para Irã aceitar proposta de cessar-fogo
O ouro terminou em leve alta nesta 2ªF, após cair forte na última sessão, com os investidores ajustando suas apostas aos riscos geopolíticos – o que favorece a busca por ativos seguros, mesmo diante da alta dos títulos públicos americanos.
O mercado monitorou as declarações de Donald Trump nesta tarde, que falou em “tomar o Irã amanhã à noite”, caso o governo iraniano não aceite os termos da proposta de cessar-fogo dos EUA.
Mais cedo, a mídia iraniana informou que o país rejeitou a proposta de cessar-fogo dos EUA e defendeu o fim permanente da guerra. O contrato para maio subiu 0,11%, a US$ 4.667,80 por onça-troy.
Setor de mineração e siderurgia cai majoritariamente, sem a referência de Dalian
Os papéis de mineração e siderurgia caem em sua maioria nesta tarde, sem a referência de Dalian, na China, onde é feriado. Em Cingapura, o minério de ferro cai 0,09%.
Apenas Usiminas opera no azul, subindo 0,44% (R$ 6,80). Vale tem perda de 0,60% (R$ 83,05); Gerdau registra baixa de 1,16% (R$ 19,58) e Metalúrgica Gerdau tem queda de 1,35% (R$ 8,75).
CSN recua 0,77% (R$ 6,42) e CSN Mineração cai 0,20% (R$ 4,91)
Giro das 12h: Ibovespa sobe apesar das contradições da guerra
Os mercados acionários sobem a despeito das notícias contraditórias sobre o fim da guerra, antes de uma coletiva de Trump à tarde e após notícias de que o Irã teria rejeitado o cessar-fogo.
O presidente norte-americano deu um prazo até terça-feira para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz.
O Ibovespa fez máxima de 189.219,50 e agora sobe a 188.378,13 (+0,17%), apoiado por Petrobras e bancos.
Em NY, as ações também ganham: Dow Jones +0,20%; S&P 500 +0,26% e Nasdaq +0,40%.
Os preços do petróleo recuam, acima dos US$ 100 o barril, operando com bastante volatilidade.
Entre os dados do dia, nos EUA o PMI de Serviços do ISM mostrou a continuidade da força nos negócios e, no Brasil, o PMI Composto da S&P apontou para estagnação.
No câmbio, o dólar cai a R$ 5,1559 (-0,08%), em linha com o exterior.
O DXY perde 0,13% (99,896) e os rendimentos dos Treasuries estão mistos, com viés de alta na ponta mais curta e estabilidade nos mais longos.
Aqui, os juros também estão mistos, com alta nos curtos após revisão para cima nas projeções para o IPCA desse e dos próximos anos no Focus.
A semana promete dados importantes de inflação e hoje o investidor doméstico acompanha fala de Galípolo às 14h em seminário da FGV.