Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a tensão entre EUA e Irã elevou o petróleo, mas os mercados globais mantiveram resiliência. Bolsas de NY subiram moderadamente e o dólar ficou estável. No Brasil, o dólar caiu a R$ 5,14 e o Ibovespa avançou aos 188 mil pontos, com Petrobras em destaque. Juros achataram, refletindo cautela do BC, e hoje o foco é a balança comercial e dados de atividade no exterior.

Vai rolar: Prazo de negociação de paz com Irã vence hoje

[07/04/26] Estados Unidos e Irã estão negociando, embora ninguém se arrisque a prever um desfecho, enquanto as ameaças se multiplicam de parte a parte. Trump deu prazo até as 21h (Brasília) de hoje para um acordo de cessar-fogo, estabelecendo o deadline para os bombardeios a alvos civis do setor energético iraniano.

De seu lado, o porta-voz das Forças Armadas da República Islâmica, Ibrahim Zulfiqari, disse que “temos surpresas reservadas que superam até os piores pesadelos de nossos adversários.”

Nos mercados, o noticiário da guerra se sobrepõe à agenda esvaziada de indicadores, enquanto ganha peso o pacote do governo Lula para conter o impacto da disparada dos combustíveis.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros futuros avançam na ponta curta com alta do petróleo no foco

Os juros futuros fecharam em alta nesta 2ªF, especialmente entre os vencimentos curtos, com investidores preocupados com o impacto do petróleo sobre a inflação, em meio às incertezas sobre o fim da guerra no Irã.

O mercado também monitorou as medidas de subvenção anunciadas pelo governo para minimizar os efeitos da a alta do diesel, do GLP e do QAV.

Na agenda do dia, o Boletim Focus mostrou nova piora nas projeções de inflação, com o IPCA de 2026 avançando de 4,31% para 4,36%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,170% (de 14,046% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,825% (13,736%); Jan/29 a 13,725% (13,680%); Jan/31 a 13,795% (13,797%); e Jan/33 a 13,870% (13,878%).