Petróleo avança acima dos US$ 100 por barril antes de fim do prazo para ultimato de Trump

Os contratos futuros do petróleo mantêm a tendência de alta do fechamento da véspera, negociados acima dos US$ 110 por barril, refletindo as preocupações dos investidores com as incertezas provocadas pelo aumento das tensões no Oriente Médio.

Os mercados continuam atentos ao término do prazo, na noite de hoje, estabelecido por Donald Trump para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo e reabra o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques a pontes e usinas elétricas.

Ontem, após o presidente americano ter reiterado o ultimato e ter afirmado que “o país inteiro pode ser dizimado em uma noite”, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que milhões estão “prontos para se sacrificar” pelo país.

Há pouco, o WTI para maio subia 2,09%, a US$ 114,76; e o Brent para junho ganhava 0,84%, a US$ 110,69.

Bolsas europeias operam com otimismo cauteloso na volta do feriado

Na volta do feriado prolongado de Páscoa, as bolsas europeias operam com otimismo cauteloso na sessão de hoje.

Os mercados europeus continuam acompanhando os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, enquanto aguardam o fim do prazo estabelecido por Donald Trump para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo e reabra o Estreito de Ormuz.

O movimento altista é impulsionado pelo desempenho de ações dos setores financeiro e de mídia. No campo econômico, dados de PMI Composto e de Serviços recuaram na Alemanha, Reino Unido e Zona do Euro em março, refletindo os efeitos do conflito.

Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,16%; a de Frankfurt tinha alta de 0,71% e a de Paris ganhava 0,85%. Os índices STOXX 50 (+0,03%) e STOXX 600 (+0,11%) tinham leve avanço.

Maioria das bolsas asiáticas fecha em alta em meio a negociações cautelosas

O Nikkei do Japão subiu 0,03%, perdendo a maior parte dos ganhos iniciais, com investidores se preparando para o prazo iminente imposto por Trump para que o Irã chegue a um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

As esperanças de reabertura da rota ajudaram a aliviar as preocupações com interrupções no fornecimento de energia.

O sul-coreano KOSPI subiu 0,82%, estendendo os ganhos pela 3ª sessão, com forte alta nas techs.

Na China, o Xangai subiu 0,26% e o Shenzhen, +0,36%, recuperando perdas da semana anterior. No mercado interno chinês, a atenção dos investidores se volta para os dados de inflação que serão divulgados na 4ªF.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,70%; em Taiwan, o Taiex subiu +2,02%.